Menos é mais.
Faz tempo, muito tempo que não escrevo por aqui. Porém, diante de alguns fatos resolvi voltar a escrever.
Em conversas na sala dos professores muitas vezes surge o assunto da ausência dos pais em relação ao dia-a-dia dos filhos. Muitas questões influenciam nesse problema, porém, identificamos como a principal (isso no que concerne família de classe média ou classe média alta) a ânsia que os pais têm em oferecer algo melhor a seus filhos. Essa ânsia é a principal culpada quando tratamos da ausência dos pais. Isso porque muitos deles se matam de trabalhar a fim de fazer com que seus filhos tenham aquilo que eles nunca tiveram. Obviamente existem aqueles que trabalham e ainda conseguem participar ativamente da vida dos filhos, houve, inclusive, o relato de uma das professoras dizendo que uma mãe costumava pedir às “tias” da escola que fizessem com que seu filho dormisse durante a tarde a fim de poder brincar com ele um pouco ao chegar em casa após um longo dia de trabalho. Porém, infelizmente, essa não é a maioria.
Acontece que na ânsia de fazer dinheiro, trabalhar e conseguir oferecer uma melhor estrutura para os filhos, muitos pais acabam perdendo muita coisa. E o pior, acabam gastando para reparar problemas que surgiram a partir dessa ausência. Muitos acabam gastando com psicólogos em intermináveis sessões de terapia. Por favor, não pense você que culpo a ausência dos pais por tudo que pode acontecer de ruim na vida de uma pessoa, apenas estou usando essa situação como um exemplo.
Agora, confesso que, capitalista que sou, apenas pensei neste texto após ter um exemplo prático de que a ausência de tempo pode custar caro.
O lance dos pais foi um exemplo muito recorrente em nossa sociedade, porém, alguns empregos foram criados a partir da simples falta de tempo de fazermos o que podemos fazer. Babá, empregada doméstica, lava – rápido, zelador, despachante. Tudo gente que sobrevive a partir da falta de tempo dos outros. Ou seja, trabalhar menos e ter tempo para certas coisas pode ser lucrativo! O último emprego que citei foi o que me motivou a escrever. Recentemente adquiri outro carro. O carro está emplacado em Santo André e, devido ao fato dele (o Caco – meu querido novo carro) já ter certa idade, ele não tem motor cadastrado – conforme requerido pela Resolução 199/06 do CONTRAN (http://www.detran.sp.gov.br/noticias/20061205.asp). Eu imaginava que era uma tarefa fácil…, tiro o decalque do motor e do chassi (como já havia feito com meu Passat – o Canarinho), levo tudo ao despachante e boas. Depois de algum tempo recebo o documento…, coisa simples. Ledo engano! Ao ligar para o despachante descobri que a taxa que o indivíduo me cobraria é de R$450,00. Isso somente, digo SOMENTE, para o cadastro da numeração do motor. Somando isso ao par de placas novas, transferência para o meu nome e tudo mais, a somatória seria de R$920,00. Essa é uma boa porcentagem do valor pago pelo carro. Algo ultrajante, em minha opinião.
Não satisfeito liguei para outro despachante. Esse pede $505,00 pelo trâmite todo. Mais coerente, afinal. Porém, não satisfeito e com a ânsia capitalista de economizar ainda mais, procurei no site do DETRAN algumas informações para o famoso DIY. Embasbaquei ao ver que a taxa mais cara relacionada á transferência ou cadastro de motor é de cento e vinte e tantos reais…
Agora, não ter tempo para fazer algo sai caro ou não sai? Botando na ponta do lápis, eu prefiro trabalhar menos, ganhar menos e gastar menos! Afinal, literalmente, menos é mais!
Por Felipe Sata
BlocoSe7e Staff
























