Friday, September 10, 2010

Cars and Calories #11

Postado por blocose7e Em agosto - 26 - 2010 ADD COMMENTS

Menos é mais.

Faz tempo, muito tempo que não escrevo por aqui. Porém, diante de alguns fatos resolvi voltar a escrever.

Em conversas na sala dos professores muitas vezes surge o assunto da ausência dos pais em relação ao dia-a-dia dos filhos. Muitas questões influenciam nesse problema, porém, identificamos como a principal (isso no que concerne família de classe média ou classe média alta) a ânsia que os pais têm em oferecer algo melhor a seus filhos. Essa ânsia é a principal culpada quando tratamos da ausência dos pais. Isso porque muitos deles se matam de trabalhar a fim de fazer com que seus filhos tenham aquilo que eles nunca tiveram. Obviamente existem aqueles que trabalham e ainda conseguem participar ativamente da vida dos filhos, houve, inclusive, o relato de uma das professoras dizendo que uma mãe costumava pedir às “tias” da escola que fizessem com que seu filho dormisse durante a tarde a fim de poder brincar com ele um pouco ao chegar em casa após um longo dia de trabalho. Porém, infelizmente, essa não é a maioria.

Acontece que na ânsia de fazer dinheiro, trabalhar e conseguir oferecer uma melhor estrutura para os filhos, muitos pais acabam perdendo muita coisa. E o pior, acabam gastando para reparar problemas que surgiram a partir dessa ausência. Muitos acabam gastando com psicólogos em intermináveis sessões de terapia. Por favor, não pense você que culpo a ausência dos pais por tudo que pode acontecer de ruim na vida de uma pessoa, apenas estou usando essa situação como um exemplo.

Agora, confesso que, capitalista que sou, apenas pensei neste texto após ter um exemplo prático de que a ausência de tempo pode custar caro.

O lance dos pais foi um exemplo muito recorrente em nossa sociedade, porém, alguns empregos foram criados a partir da simples falta de tempo de fazermos o que podemos fazer. Babá, empregada doméstica, lava – rápido, zelador, despachante. Tudo gente que sobrevive a partir da falta de tempo dos outros. Ou seja, trabalhar menos e ter tempo para certas coisas pode ser lucrativo! O último emprego que citei foi o que me motivou a escrever. Recentemente adquiri outro carro. O carro está emplacado em Santo André e, devido ao fato dele (o Caco – meu querido novo carro) já ter certa idade, ele não tem motor cadastrado – conforme requerido pela Resolução 199/06 do CONTRAN (http://www.detran.sp.gov.br/noticias/20061205.asp). Eu imaginava que era uma tarefa fácil…, tiro o decalque do motor e do chassi (como já havia feito com meu Passat – o Canarinho), levo tudo ao despachante e boas. Depois de algum tempo recebo o documento…, coisa simples. Ledo engano! Ao ligar para o despachante descobri que a taxa que o indivíduo me cobraria é de R$450,00. Isso somente, digo SOMENTE, para o cadastro da numeração do motor. Somando isso ao par de placas novas, transferência para o meu nome e tudo mais, a somatória seria de R$920,00. Essa é uma boa porcentagem do valor pago pelo carro. Algo ultrajante, em minha opinião.

Não satisfeito liguei para outro despachante. Esse pede $505,00 pelo trâmite todo. Mais coerente, afinal. Porém, não satisfeito e com a ânsia capitalista de economizar ainda mais, procurei no site do DETRAN algumas informações para o famoso DIY. Embasbaquei ao ver que a taxa mais cara relacionada á transferência ou cadastro de motor é de cento e vinte e tantos reais…

Agora, não ter tempo para fazer algo sai caro ou não sai? Botando na ponta do lápis, eu prefiro trabalhar menos, ganhar menos e gastar menos! Afinal, literalmente, menos é mais!

Por Felipe Sata

BlocoSe7e Staff

Cars and Calories #10

Postado por blocose7e Em abril - 10 - 2010 ADD COMMENTS

LIVE AND LET LIVE

Preconceito:
(pre- + conceito)

s. m.

1. Ideia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial.

2. Opinião desfavorável que não é baseada em dados objetivos. = intolerância

3. Estado de abusão, de cegueira moral.

4. Superstição.

Intolerância:

s. f.

1. Falta de tolerância.

2. Violência.

Tolerância:

s. f.

1. Condescendência ou indulgência para com aquilo que não se quer ou não se pode impedir.

2. Boa disposição dos que ouvem com paciência opiniões opostas às suas.

3. Med. Faculdade ou aptidão que o organismo dos doentes apresenta para suportar certos medicamentos.

Fatos cotidianos fazem com que eu pense nos conceitos citados acima. Se o preconceito é ruim, o que é a intolerância? Se o preconceito pode ser associado à intolerância, essa só não pode ser ligada ao preconceito pelo simples fato de que, de acordo com a definição desse, a falta de conhecimento prévio é crucial.  Mas a questão que coloco é, is intolerance any less despicable of a feeling than prejudice?

Minha opinião: tão chulo quanto.

Atualmente criticam-se pessoas que são preconceituosas. Por que não criticar as intolerantes, então?

Ok, ok…, vamos contextualizar…

Tudo começou com um nome: Marcelo Dourado. Sim, este que voz fala aplicou seu tempo em um programa de TV deveras criticado por muitos (cults por assim dizer *faz aquele lance riscado aqui?). Acontece que o cara foi rotulado de homofóbico. Bem, claramente ele não era nenhum simpatizante do movimento e usou termos como “gay” como se esse fosse um xingamento. Em muitos lugares eu li que uma pessoa com uma mente tão pequena assim não era digno da quantia (e que bela quantia) de um milhão e meio de reais… (haja dinheiro). Porém, o simples fato de “julgarmos” (essas aspas poderiam ser dispensadas, ou não…) uma pessoa por suas limitações não está no mesmo barco dos “julgamentos” em relação à sexualidade alheia (bem como gostos)?

Porra, tudo bem, não to aqui levantando bandeira de ninguém, mas hoje em dia, a impressão que tenho é a de que se você não é liberal, não compreende e/ou aceita a opção sexual alheia, você é um bosta. Mas ué, por que um indivíduo TEM de aceitar a opção sexual alheia se esses de opção sexual diferente da sua não respeitam sua opinião (seja essa retrógrada ou não)? *

Tudo bem, homossexuais sofreram e sofrem preconceito. Muitas pessoas (creio que o Dourado esteja nesse grupo) ainda vêem o homossexualismo como uma espécie de doença e também vêem pessoas com esse perfil como seres de outro planeta. Mas, não de repente e sim ao longo dos anos, a coisa tá invertendo. Atualmente, se você não aceita o homossexualismo, você é o monstro. E aí é discriminado por ter uma opinião diferente da aceitável. Apenas com o intuito de lembrar como as coisas eram, houve uma época na qual, caso você acreditasse em bruxas, seria condenado. Hoje isso é aceito normalmente.

O que estou querendo dizer é que, se os homossexuais lutam para que todos os respeitem, logo menos os heterossexuais terão de lutar para poder falar algo. Ninguém é obrigado a apoiar ninguém, mas por que criticar os que não aceitam o homossexualismo? Ué, não temos o livre arbítrio? Pessoas não podem dizer o que pensam? Tem gente que não gosta do Jabor, tem gente que não gosta do Cardoso, tem gente que acredita em Deus, tem gente que acredita no Diabo, tem gente que não acredita em nada… E o que há de errado nisso?

Variety is indeed the spice of life, mas, assim como eu “tenho” de respeitar a sua opinião, vc “tem” de aceitar a minha.

*Levanto essa questão haja vista que não houve nenhuma espécie de agressão no caso do BBB, não questiono a “raiva” ou a intolerância por parte de homossexuais quanto aos que lhes agridem.

Por Felipe Sata

BlocoSe7e Staff

Cars and Calories #09

Postado por blocose7e Em março - 26 - 2010 8 COMMENTS

Antes de mais nada, peço, encarecidamente, que assista ao seguinte vídeo:

Creio que agora a paixão que muitas pessoas têm com seus carros ficou muito mais clara. Não se trata apenas de um meio de locomoção. Não se trata de ter muito dinheiro para gastar e não saber o que fazer com ele. É a comunidade, é a ajuda dos amigos e amigas que compartilham da mesma paixão (sim, o número de mulheres presentes nessas comunidades tem crescido cada vez mais).

Metemos as mãos na graxa, nos encontramos apenas para conversar sobre nossas paixões, arrumamos briga com familiares e amigos que simplesmente não entendem o porquê de acordar cedo em um domingo chuvoso para ficar em uma praça em pé e de papo pro ar por, no mínimo, 3 horas.

Eu faço parte dessa comunidade, na verdade, faço parte de várias comunidades. Façamos a seguinte analogia. Até hoje, no auge dos meus 24 anos (piadinhas de mau gosto são dispensadas) ouvi falar apenas de uma pessoa que não gostasse de ouvir música. Sim, apenas uma! Sendo assim, imagino que você que lê essa coluna nesse momento, não seja essa pessoa. Indo um pouco mais além, tendo a crer que você goste de música e, mais precisamente, de um estilo em especial. Seja ele sertanejo, forró, reggae, rock, musica eletrônica (essa com variações que confesso não compreender) ou qualquer outro estilo, você sempre encontrará pessoas com um gosto similar, e é com essas que você compartilhará sua paixão, suas opiniões e visões.

Com carros é a mesma coisa. Existem aqueles que gostam de carros: originais, rebaixados, preparados (turbo ou aspirado – tem muuuuuuuuita diferença aí), com um som de ensurdecer a vizinhança, sem som algum e etc, etc, etc… e sempre será possível encontrar pessoas que compartilhem dessa mesma paixão.

A internet está a serviço de todos, inclusive dos aficcionados por carros e, obviamente, de acordo com suas paixões.

Confesso que perco, diariamente, algumas horas “falando” e lendo sobre carros. Essa coluna é um exemplo do “falando”, porém, ela vai ao ar esporadicamente. Diariamente me comprometo a checar fóruns e blogs que tratam de tal paixão (além de trocar e-mails diariamente com um certo grupo de passateiros que se auto-intitulam “bandoleiros”). Porém, como já citei, cada blog e fórum tem seu público alvo.

Então vamos citar os fóruns dos quais participo:

1 – Home Page do Passat (WWW.hpdopassat.com.brWWW.hpdopassat.net/forum). Fórum para amantes de Passat (como o nome já sugere), mas que sempre acaba por abrigar amantes de VW em geral, e até mesmo aqueles que um dia já tiveram um Passat mas hoje, infelizmente e com muita dor no coração, são obrigados a dirigir outra máquina. O fórum é muito completo e muito bem dividido. Confesso que é meu favorito e no qual passo a maior parte do tempo. É possível visualizar tópicos de acordo com sua área de interesse: preparação, som, assuntos gerais, compra de peças, venda de peças, compra de carros e por aí afora.

2 – Ratvolks (WWW.ratvolks.com/forum). Aqui o foco é VW a ar. É possível ter tutorias de como rebaixar seu Fusca na garagem de casa e muitas outras dicas. O fórum é bem completo e possibilita a aquisição de peças e a troca de informações.

3 – 272 club (WWW.272club.com.br/forum). Entrei nesse clube por sua história que pode ser visualizada no site www.272club.com.br. Lá é possível ver a justificativa para o nome, fotos de encontros que rolam semanalmente e tudo mais. Confesso que nunca participei de nenhum desses encontros por conta dos horários, mas vontade é que não falta. Checo diariamente para ver as novidades no mundo automotivo que chegam por lá postadas por outros usuários.

4 – run4fun (WWW.rafa4fun.blogspot.com). Rafael, dono desse blog, é usuário de outros fóruns e os usa como fonte de inspiração para seus posts sempre muito completos. Lá é possível ver fotos de eventos, carros modificados (que são o foco do blog) e acompanhar o projeto dele (um fusca 76). Sempre usando uma linguagem bem humorada e colocando sempre um pouco de sua história ao contar as histórias dos carros que passam por lá, seu blog é, definitivamente, um must visit para car lovers.

Participo de outros fóruns e visito outros blogs também, mas esse post já está longo pacas e tempo para falar sobre carros é o que não falta…, aliás, nunca faltará!

Por Felipe Sata

BlocoSe7e Staff

Cars and Calories #08

Postado por blocose7e Em março - 19 - 2010 ADD COMMENTS

Foda-se a tradição, eu quero é Cerveja. Ou Não.

Como já era de se esperar, tratarei do St Patrick’s Day que foi comemorado na última quarta-feira 17.03.10. Porém, falar do significado e do porquê desse dia existir seria um tanto quanto batido. Digo isso pois, caso você queira saber um pouco mais, basta ir aqui.

O que vou tratar hoje é como esse dia que, supostamente nada tem a ver com o povo brasileiro, é comemorado por aqui. Sim, estamos falando de São Paulo, cidade cosmopolita e que abriga uma miscelânea cultural digna de fazer com que se torne referência mundial no quesito “divirta-se  independentemente de sua origem ou contexto social”.

Na quarta-feira enquanto dirigia meu amado carrinho passei em frente ao St John’s na rua Itapura e pude ver que o lugar estava tomado. Muita gente bebendo e curtindo. Pelo twitter pude acompanhar que muitos apelidaram o dia de “Guinness Day” fazendo referência à cerveja que é símbolo da Irlanda (país onde tal celebração teve sua origem). Fora isso, pude ver que a cor verde dominou as ruas da cidade. Ok, muitos sequer sabiam do lance de usar verde nesse dia, porém, se você visitou o link supra-citado, já entendeu o porquê. O O’Malley’s também deve ter bombado.

Porém alguns pensamentos cruzam minha mente. Infelizmente tendo a crer que a maioria das pessoas sequer sabem o motivo de tal celebração. Acredito que muitos querem saber simplesmente do “Guinness Day” e não do St Patrick’s Day. Minha opinião a respeito?  Creio que seja legal termos celebrações. Afinal, muitos nem se lembram de onde a Páscoa veio, certo? Só espero que St Patrick’s Day não vire o próximo Halloween e as pessoas, ao menos, se preocupem em saber do que se trata. No mais, let’s go for a Guinness, mate?

p.s.: acabei de receber via twitter a seguinte dica, tem tudo a ver ou não?

Por Felipe Sata

BlocoSe7e Staff

Cars and Calories #07

Postado por blocose7e Em fevereiro - 26 - 2010 ADD COMMENTS

Pois é, assim como para o piloto Flávio Gomes essa notícia não vai mudar muito minha vida, porém, achei que não poderia passar em branco (meio contraditório, mas beleza)

A GM anunciou essa semana que parará a fabricação do Hummer. Sim, sim…, o grandalhão que dificilmente caberia em uma faixa da Radial Leste vai virar dinossauro.

Predecessor do Humvee (que teve sua história iniciada em 1979 a pedido do exército americano), o gigante para de ser fabricado por vários motivos*, mas o mais divulgado foi porque ele era “beberrão” demais.

Imaginem como era fácil mover aquele monte de lata? Claro que haveria de ter um motor potente. Coisa de 325hp, 6.0L em uma de suas versões mais populares.

A questão é, nada disso vai ao encontro daquilo que o mundo precisa hoje. A idéia é fazer com que carros poluam menos! A exemplo disso, o famoso Neil Young optou por continuar com seu clássico Lincoln Continental 1959 Mark IV, porém,  adotando um motor híbrido.

Sinceramente, creio que se a GM quisesse continuar com a produção do monstruoso Hummer, adotaria uma medida parecida. O bom é que não teremos mais gangsta rappers com Hummers customizados. Afinal, carro fora de linha é coisa de wanksta.

Meu medo, sinceramente, é que tais medidas afetem os muscle cars. Aí sim, eu serei surpreendido novamente.

*lembro-me sempre da velha história, nada acontece por um simples motivo. Exemplo crasso é a queda de um avião. Apenas um evento não é suficiente para mudar uma trajetória, já uma série ou mini-série de eventos…

Por Felipe Sata

BlocoSe7e Staff

Cars and Calories #06

Postado por blocose7e Em fevereiro - 5 - 2010 2 COMMENTS

O número de obesos nos Estados Unidos cresce a cada ano. Até aí, nenhuma novidade. Mas de quanto é esse crescimento? Vi este site aqui http://www.cdc.gov/obesity/data/trends.html e confesso que me assustei. Desde que nasci o número de obesos cresce sem parar. E, em alguns estados, chega a atingir 30% da população. Pesado isso não? (citando nosso amigo Aroldo “tumdumpsss”).

Em um passeio por alguns sites, pude notar que atualmente, o que mais preocupa e “revolta” a nação norte americana no que concerne obesidade, é o fato de muitas coisas não estarem adaptadas para esse público. Só para ilustrar a situação:

Faca de dois gumes

- Se tudo for adaptado para clientes obesos, muitos verão como uma espécie de apologia à obesidade.

- Se nada for adaptado a clientes obesos, muitos verão como discriminação.

Não consigo chegar a uma conclusão. Fico sim em cima do muro.

Mas uma pergunta fica em minha cabeça toda vez que falo sobre obesidade. Por que tal enfermidade (sim, para a medicina obesidade é doença) ocorre?

Couch Potato!

Claro que dizer que toda a obesidade de um país é decorrente de um estilo de vida, por assim dizer, é errado. Porém, tal termo é tão difundado à cultura norte americana que fica impossível tratar de obesidade sem citá-lo.

De acordo com Jack Scholes a melhor tradução para couch potato é “pessoa inativa e sem imaginação, que prefere passar o tempo ociosamente no sofá, couch, assistindo à televisão, a fazer qualquer atividade, principalmente física. O uso na expressão da palavra batata, potato, pode se referir à semelhança da pessoa ao legume, ou ao fato que esse tipo de pessoa costuma consumir grandes quantidades de batatinhas fritas enquanto está sentada ou deitada no sofá.”

Será que isso favorece a obesidade?

Ainda tratando do porquê da obesidade, cito outro ponto importante: alimentação!

Todos sabemos que a tendência é de trabalharmos cada vez mais e termos cada vez menos tempo para cuidarmos de coisas que realmente são importantes (família, saúde, alimentação…). Logo, comemos o mais rápido que podemos, afinal, time is Money.

Crítica a má alimentação = Super Size Me A dieta do palhaço

Na boa? Acho isso a maior furada. Todos sabemos que excesso de algo faz mal. Lembro muito bem de um amigo que, ao levar o vegetarianismo a sério e se esquecer do que seu corpo precisava, acabou por ficar doente. Acho besteira dizer que McDonald’s mata! Gostaria, sinceramente, de ver alguém que tope fazer uma dieta similar a essa comendo apenas no Habib’s. Tudo bem, concordo que talvez essa pessoa não sofra dos mesmos problemas, mas alguma merda isso vai dar!

Por Felipe Sata

BlocoSe7e Staff

Cars and Calories #05

Postado por blocose7e Em janeiro - 29 - 2010 2 COMMENTS

O post de hoje teve sua construção alavancada pelo show de Jesse Witney e comentários e pessoas que surgiram durante seu show.

Como você já deve saber, o artista supra-citado estava a passeio em São Paulo quando foi convidado por intermédio de amigos do BlocoSe7e para fazer um pocket show no Sebo Praia dos Livros. Caso você tenha perdido, vale a pena ler a resenha.

Mas o importante para o post de hoje é citar parte do repertório tocado pelo músico. Começou com o cláasico de Bobby McFerrin Don’t worry be happy com direito a toda a malandragem vocal que o som permitia. Além disso, me recordo de ter rolado uma espécie de “repente” no meio do som citando o fato dele ter sido convidado meio que de última hora para tocar no quase que QG da bloco. Detalhe que a malandragem demonstrada durante todo o show é algo muito parecido com o que encontramos em músicos da noite, ou seja, músicos que tocam em barzinhos e sabem que carisma no palco vale muito! Vindo de um Australiano dotado de ótima fluência em português eu não deveria ter ficado tão surpreso. Daí por diante o repertório foi um mix de sons do próprio Jesse com artistas brazucas. E foi aí que a coisa ficou boa. Rolou Djavan e outros clássicos da bossa nova sempre muito bem executados.

Tamanha precisão na execução, aliados à irreverência e naturalidade com a qual o Aussie cantava, fez com que muitos brasileiros e músicos ali presentes parassem para pensar no que concerne valorização musical (e por que não cultural?).

Recordo-me de ter ouvido de músicos presentes coisas do tipo “…é, tem de vir um gringo do outro lado do mundo pra mostrar pra gente que a gente não conhece o que é nosso…”

Paremos para pensar nisso

1- ) Será que realmente não conhecemos o que é nosso?

2 -) Será que o que vem de fora é mesmo melhor visto por nós?

Ok, temos duas perguntas a serem respondidas.

Primeiramente, confesso que um ou dois sons executados por Jesse não eram de meu conhecimento. Porém, não creio que isso seja suficiente para afirmar que eu não conheço da música de meu país. Seria uma puta pretensão dizer que conheço tudo, mas é um enorme exagero dizer que não conheço nada. Assim como seria muito idiota por parte de qualquer pessoa imaginar que Jesse conhece tudo sobre a música Australiana (duvido que ele toca tudo de Silverchair!)

Vamos para a segunda pergunta.

Minha resposta sincera, não! Acredito em gosto. Ouço o que gosto e não ligo se é gringo ou não. Se algo lhe agrada, você consome. Além disso, não acredito que culturalmente falando os gringos estejam à nossa frente. Acredito que se tratam de frentes diferentes. Por motivos históricos, seria impossível irmos todos no mesmo sentido. Temos sim de reconhecer que em certos aspectos outras nações estão à nossa frente, mas levanto a bandeira de que, culturalmente falando, não há como mensurar quem está à frente de quem. Aliás, gosto da miscelânea. Gosto do “tudo junto e misturado”. Acredito sim que variety is the spice of life (provérbio inglês para algo como “o que seria do verde se todos gostassem do amarelo?”) e, justamente por isso, creio que mesclar é melhor que selecionar. Logo, quanto mais opções tivermos, melhor (sejam essas opções artistas nacionais ou internacionais).

Agora, tentemos visualizar a situação de outra perspectiva.

Acontece que em pleno Paraíso (bairro de Sampa que abriga o Praia dos Livros) tivemos a apresentação de um gringo que veio para o Brasil e curtiu tanto o país que aprendeu a língua e assimilou muito de nossa música (cultura). Isso não é demonstração de valorização internacional?

Exagerei?

Ok, na primeira linha do post eu citei que não foi só o que Jesse tocou que alvancou esse post, mas sim, comentários tecidos durante o show e também pessoas que apareceram. Pra ser sincero, outra pessoa que apareceu.

Estou falando de Florian Foerster, artista alemão já citado aqui no blog, que é responsável pela exposição que acontece na Galeria Gravura Brasileira que, na verdade, é uma homenagem à cidade de São Paulo (para mais informações, visite este link). Para mim isso já é outra evidência de valorização não somente do país, mas também da cidade por parte dos foreigners.

Não bastasse tudo isso, a rede social Hub Culture divulgou a lista das 20 melhores cidades para se viver. Tal lista foi baseada em informações enviadas por membros de tal rede social localizados em vários lugares do mundo. Cidade número um? http://www.psfk.com/2010/01/the-best-cities-on-the-planet-hub-culture-2010-zeitgeist.html

Por isso, da próxima vez que ouvir alguém dizendo que tudo que vem de fora é melhor visto e melhor apreciado por nós, fatalmente terei de perguntar: “Será que a recíproca não é verdadeira?”

Por Felipe Sata

BlocoSe7e Staff

Cars and Calories #04

Postado por blocose7e Em dezembro - 4 - 2009 ADD COMMENTS

So Long and Thanks For All The Fish

Hoje o post vai ser dedicado à conversa de boteco que rolou ontem.

Nessa conversa surgiu algo extremamente “inusitado”. Acontece que uma amiga minha chegou recentemente da Australia e espantou um “costume” que temos.

O assunto surgiu quando uma de nossas amigas fez um pedido, mas esqueceu da palavra mágica (pode ser até que sua mãe tenha sido tão efusiva quanto a tal palavra com você como minha mãe foi comigo).

Acontece que ao falar ao garçom, raramente usamos “por favor” ou “obrigado”. E isso causou enorme espanto a essa amiga “australiana”.

Sendo assim, tal situação virou post…

Quando alguém oferece algo para você (sim, você, falante do português “brasileiro”), pode responder de duas formas básicas: “sim” ou “não”. Porém, se você é dotado de alguma espécie de tato, procurará outras palavras para expressar tais idéias. Palavra mais corriqueira para tal situação: “Obrigado”. Mas “obrigado” pode significar “sim” ou “não”.

Porém, thank you só pode significar “não, obrigado”. Logo, se você disser thank you não estranhe se o garçom ou seja lá quem esteja oferecendo algo simplesmente dê meia volta e se afaste (afastando também o objeto oferecido).

Sendo assim, caso queira aceitar algo que lhe foi oferecido, basta dizer please.

Agora fica a pergunta, rola usar tais palavras em português também?

E depois os mal educados são eles…, tsc tsc tsc

Por Felipe Sata

Edição e Revisão: Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Cars and Calories #03

Postado por blocose7e Em novembro - 27 - 2009 3 COMMENTS

Motivação semanal para Felipe Sata: Ação de Graças (ou thanksgiving)

O nome é muito bonito, “Ação de Graças”, e já deixa bem claro do que se trata: agradecimento. Mas, a pergunta que não quer calar é…, agradecer o quê?

Agradecer a tudo de bom que a vida te oferece. Agradecer ao amor daqueles que estão próximos a vocês e tudo mais. É comum, inclusive, trocar presentes.

Mas é interessante sabermos de onde tudo isso veio.

Tudo começou em 1621 quando os peregrinos comemoraram a primeira colheita na colônia de Plymouth. Peregrinos, esses que eram “recém-chegados” da Inglaterra. Juntando as coisas, eles estavam agradecendo a Deus pela colheita, e por tudo de bom que essa colheita representava a eles.

Sendo assim, temos o Thanksgiving como uma das celebrações mais tradicionais do povo norte-americano.

Tal celebração consiste, basicamente, em comer peru, oxicoco e coisas a mais, que eram tradicionais na época da chegada dos peregrinos (bem calórico mesmo!).

Exemplo disso é o episódio de Friends no qual Joey tem de comer um peru inteiro por causa de uma aposta feita com Monica.

E, claro, assistir as famosas paradas que as cidades realizam, a famosa Macy’s Day Parade.

A tradição é tamanha à de assistir a um jogo de futebol americano com o Detroit Lions. Aliás, eles continuam fazendo jogos durante o Dia de Ação de Graças.

[Nota do Editor Intrometido: O Detroit Lions é um dos times mais tradicionais da NFL, com fundação em 1929. Apesar de tamanha tradição a equipe nunca chegou a um Super Bowl, que é o maior evento esportivo dos EUA, talvez do mundo. Jogos durante o Dia de Ação de Graças é tradicional, principalmente no College Football, onde ocorre a rodada completa na liga organizada pela NCAA.]


Repare que as ações comercias feitas envolvendo Football e Thanksgiving são muito bem elaboradas, pois juntar duas tradições em um mesmo evento é certeza de lucro. E a mior tradiçao desse povo é sempre fazer de tudo para ser bem sucedido.

Em suma, feriadinho para juntar a família e os amigos e comemorar como se nada de errado estivesse acontecendo. Celebremos às coisas boas da vida!

[Adendo do Editor Intrometido: O que os norte-americanos mais gostam na semana do thanksgiving, provavelmente seja a Black Friday. Nessa data as lojas baixam os preços desesperadamente por algumas horas e os consumidores começam a formar filas na madrugada anterior. Cenas de loucura e desespero são comuns nesse dia.]


Por Felipe Sata

Edição e Revisão: Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Cars and Calories #02

Postado por blocose7e Em novembro - 20 - 2009 2 COMMENTS

Baby you CAN’T drive my car!

Como a devida introdução já foi dada no post #1 da Cars and Calories, agora a coisa ficou mais fácil…

Porém, creio que o nome não ficou devidamente justificado. Para aqueles que me conhecem talvez seja mais simples (todos sabem que sou um amante de carros – especialmente os antigos), porém, nem todos sabem/sabiam.

Por isso, sem deixar de lado o tema principal dessa coluna, vou falar um pouquinho sobre essa paixão.

Quando falamos de carro alguns nomes podem pintar em sua mente… Volkswagen, Fiat, Ford, Chevrolet, ou seja, as montadoras mais famosas aqui. Tratando de antigos, podemos destacar o Fusca, o Passat (amor de minha vida, rs), o Maverick, o Opala, a Caravan e por aí vai, como modelos “eternos”. Até aí só citamos os nacionais…, se formos falar dos gringos, a coisa fica feia (ou melhor, linda!). Temos os Cadillac, Pontiac, Oldsmobile, Chevrolet… Pergunta: O que essas últimas marcas citadas têm em comum?

Todas foram compradas pela GM, fazendo com que em questão de 20 e poucos anos a GM se tratasse de um “império” de 30 marcas (é aqui que o amor pelos carros se une ao tema da coluna). Vale deixar claro que não estamos falando de tempos tão atuais, isso aí foi em meados da década de 20.

Ou seja, a GM era tipo um foguete bem sucedido da NASA, a parada era bem Buzz Lightyear: “Para o alto e avante”. Foi aí que tiveram a idéia de expandir os negócios para a Europa, porém, quando o bicho pegou entre os EUA e a Alemanha, a GM parou a produção de carros em muitas de suas fábricas para passar a produzir material bélico. Bom, com a já conhecida fama de “voltados para a guerra” que a nação norte americana passa, não seria muito difícil deles chegarem à seguinte conclusão:

Pois é, o “bater do coração” da América. Forte isso, não? Isso aí rolou lá pela década de 40. Após a guerra, a GM voltou a fabricar carros muito diferentes do que rolava antes… uma coisa levou a outra e então chegamos a um símbolo deles… os famosos American Muscles (músculos americanos)

Dessa época saíram clássicos como Camaro, Oldsmobile 442, Chevy Nova, Monte Carlo e por aí vai. Quer um exemplo de paixão por essa linha de carros?

Vamos às citações de filmes: Velozes e Furiosos (todos),  A morte pede carona, Gran Torino, 60 segundos, etc.

Voltando para a GM, agora fica fácil entender a enorme injeção de grana que rolou quando a crise estourou. Perder a GM seria mostrar que grande parte da ideologia norte-americana estava falindo e isso causaria enormes danos à moral da nação de casas sem cercas…

Por Felipe Sata

Revisão e Edição: Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

     

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