Wednesday, September 8, 2010

Kaibori Hall #01

Postado por blocose7e Em agosto - 29 - 2009 1 COMMENT

Kaibori Hall – A Internet de Um Jeito Que Você Não Queria Ver

Estreia hoje a coluna semanal “Kaibori Hall”, esta trará a atualização das bizarrices do mundo online. Tudo isso apresentado pelo grande amigo Aroldo.

Antes de começar a falar as porcarias todas que vocês vão ver aqui nessa nova coluna, devo me apresentar. Aroldo, 21 anos, espera um pouco, acho que não precisa de tanto.

Prazer Aroldo, um dos donos/editores do blog “Kaibori Hall” e nessa nova coluna aqui na BlocoSe7e eu vou trazer, ou pelo menos tentar trazer, pra vocês um resumo de todos os vídeos, “memes” e mais a porcariada toda que se vê pela internet, um resumo semanal dos vídeos, fotos e textos que se você não viu até agora, bem, ou você estava em outro planeta, ou você não é tão “desocupado” quanto eu.

E pra começar um vídeo “no mínimo” engraçado, mas vamos com a história desde o começo. Xuxa Meneghel, “a rainha dos baixinhos”, resolveu criar um twitter pra falar de sua vida, coisa normal já que hoje em dia até “casais” tem twitter (orkutizei feelings), e sempre usando o “jeitinho dela” (leia USAR CAPS LOCK IGUAL UMA MALUCA) para falar com seus fãs.

Eis que um dia sua filha, Sasha ou sei lá como se escreve o nome dela, resolveu dar uma forcinha pra mamãe e “atualizar” o twitter de sua progenitora. Pra que…  A jovem mocinha de apenas 11 anos escreveu com um português um tanto “diferente” e essa foi a deixa para que o twitter inteiro (ou quase) resolvesse “aloprar” a rainha. Tinha gente chamando a Xuxa de burra, zoando a Sasha e no meio de tudo isso a “rainha” resolveu “chilicar foda”, disse que a filha dela foi alfabetizada em inglês e por isso não sabia o “português correto”, o que ninguém levou em conta é que, porra, a menina tem 11 anos, ela errar é tranquilo.

Enfim, fiz essa “introdução” toda só para trazer a vocês esse “nobre” vídeo de um dos fãs da “rainha” defendendo a mesma. Dêem o play, aumentem o volume, e preparem-se pra “rachar o bico” com nosso amiguinho que no mínimo “se queimou” com esse vídeo [piada infame mode off].

Eu acho que esse “meme” da Xuxa se estendeu demais também (sim, eu leio pensamentos), mas como esse foi “o maior mimimi da semana”, não podia ser diferente. Fora isso a semana até que foi tranquila, com vídeos de gente praticamente se matando tentando fazer “marotices” no “Le Parkour”:

“Nerdzinhas” marotas brincando com seus “Post-Its”:


Um adendo: nunca odiei tanto “Post-It” na minha vida.

E também uma família recebendo uma “ajudinha” dos nudistas com seu carro atolado na praia:

Eu trocaria de carro depois dessa, mas beleza.

E um video que realmente me impressionou, uma ação que nem “Macgyver” junto com “Chuck Norris” conseguiriam fazer:


O cara me consegue consertar um amassado no carro só com um limpador de alguma coisa e um secador de cabelo, e depois o “desocupado” sou eu.

E agora o trailer de 02 filmes que eu gostaria muito mesmo de ver, pode ser “clichê”, mas não me discriminem, eu gosto de filmes toscos. O primeiro é o trailer legendado (e só para maiores) do filme “Legion”, um filme com uma história meio “apocalíptica”, onde temos anjos querendo destruir a terra (como?) e uma criança que deve ser salva para que a humanidade não seja extinta e bla bla bla. E o segundo (e o que mais me agradou) temos “Zombieland” um terror meio trash/comédia onde temos sobreviventes em um mundo infestado por zumbis tentando sobreviver em um “parque de diversões”, eu sei, é tosco, mas eu gosto:


E fechando com “chave de ouro” uma coisa muito, repito, muito estranha, você que não quer sair com “sacolinhas” pela rua para pegar as “necessidades” de seu cãozinho, tente usar esse “revolucionário” produto. Eu só acho que para o cãozinho em questão esse produto pode não ser muito “confortável”. Mas enfim, segue o video:

E com isso eu finalizo minha humilde participação aqui, se você gostou e quer ver mais coisas “inusitadas” tipo essa, ou só está com seu tempo livre e sem ter o que fazer, de uma passada lá no “Kaibori Hall”  ou então me siga no twitter @Aroldo666, caso você seja um  desocupado claro.

Revisão Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

PBF Comics – Tiras Para Gente Inteligente, ou Não!

Postado por blocose7e Em agosto - 29 - 2009 1 COMMENT

The Perry Bible Fellowship

Vi esses dias por dica do fanático André essas tiras que tem nesse post. Achei genial, são tiras voltadas para o público adulto, bem satíricas e em algumas até com grandes pitadas de humor negro.

São vários estilos de desenho e maioria é bem legal. Pra ver todas as tiras publicadas é só entrar no site da The Perry Bible Fellowship, que é bem simples, mas traz informações sobre exposições e dos artistas.

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Sous La Folie Confirma Lançamento de EP Para 2010

Postado por blocose7e Em agosto - 26 - 2009 1 COMMENT

Para ouvir o Sous La Folie só em 2010

A banda Sous La Folie anunciou em seu fotolog que lançará seu EP apenas em janeiro de 2010, mas ao contrário do que se possa imaginar não é por causa de complicações e sim por buscar uma estrutura mais favorável para banda e fãs.

Ultimamente tenho visto o empenho na preparação das músicas, nos ensaios, na promoção do nome da banda, entre outras ações que beneficiam a todos que prezam por uma cena underground mais organizada.

Acredito que uma banda que trabalhe tanto para conseguir uma estrutura tão boa, merece colher os frutos desse trabalho. Parabéns Sous La Folie, produtores e equipe, vocês estão no caminho certo.

Confira os trechos mais importantes do que foi postado no fotolog da banda.

(…) Desde que assinamos com o Augusto Guimarães a pré produção de nosso NOVO EP dissemos que não teríamos pressa, mas sim deixaríamos todo o trabalho foooooda e só após isso voltaríamos aos palcos. E sim, isso vai acontecer!
A cada dia que passa, a cada guia gravada, a cada nova parte criada nas composições, temos a certeza de que estamos quase lá, porém para o trabalho ficar 500% precisamos de mais um tempinho, então a nossa volta foi adiada um pouquinho e acontecerá em JANEIRO DE 2010. (…)

Por que o EP só sairá em Janeiro de 2010?
Pois queremos estar com tudo em mãos, EP, camisetas novas, material de Merch, show prontinho, totalmente ensaiados, aparelhagem nova, estrutura de palco pronta e equipe formada.


E o que falta para isso acontecer?
Estamos quase lá galera! As guias estão todas quase prontas, a cada semana rola ensaios e mais ensaios e a equipe está quase completa.

Enquanto não chega a data de volta, vamos sempre postar vídeos e mantê-los atualizados, como fizemos até agora!

Contatos e Links:

Myspace: http://www.myspace.com/souslafolie

Twitter: http://twitter.com/souslafolie

Purevolume: http://www.purevolume.com/souslafolie

Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1995161

Videos: http://www.youtube.com/user/souslafoliee

Contato? Mande e-mail para: souslafolie@hotmail.com

Mais Sous La Folie Na BlocoSe7e

Por Ikie Arjona

Staff BlocoSe7e

Queime Depois de Ler – Misto-Quente

Postado por blocose7e Em agosto - 25 - 2009 1 COMMENT

Misto Quente (Ham on Rye, Charles Bukowski – 1982)



Depois de alguns comentários, de pessoas dizendo que comprariam livros do Bukowski depois de ouvir o BlocoCast #03 estreamos a coluna “Queime Depois de Ler” onde traremos dicas, resenhas, coberturas de lançamentos de livros que tem o potencial de mudar a sua vida, para bem ou para mal, isso depende do jeito que você a encara.

Esta resenha foi a melhor definição desse livro que virou um clássico dos mods e pseudo-cults freqüentadores da Rua Augusta, mesmo assim é indispensável, pois o velho Buk é um daqueles ícones que você deve ignorar os fãs e centrar apenas na obra.

Caçado diretamente do excelente blog Memórias de Um Perdedor.

A VIDA COMO ELA É: Resenha do livro Misto Quente
Retrato autobiográfico do nascimento de um gênio marginal

Ok, o garotinho se chama Henry Chinaski, mas poderia se chamar Fred Di Giacomo, Eduardo Moraes, Charles Bukowski ou qualquer outro nome de garoto(a) que nunca foi o mais bonito(a) da classe, nunca foi o primeiro a ser escolhido no jogo de futebol ou já passou um recreio sozinho. Como todo mundo de carne e osso Henry também é um perdedor e a escola é seu purgatório pessoal. Seu pequeno inferno. Freud deve ter algum estudo sobre os efeitos devastadores da escola na personalidade e ego das pessoas. Humilhações, repressão e castigos são o que você suporta durante pelo menos dez malditos anos da sua vida, e nos Estados Unidos o negócio parece ser pior. Numa terra onde status é tudo, o universo escolar é dividido entre os perdedores (os losers) e os “caras legais”. Não há meio termo; ou você está com eles ou eles estão contra você. Tive uma conversa com meu primo Joe (que nasceu e mora nos EUA) sobre a “high school” e ele realmente tinha pavor, não é à toa que os americanos saem matando seus coleguinhas de classe. Não é à toa que em sua música “School” Kurt Cobain tenha se limitado a gritar “Vocês não vão acreditar, é a minha sina. Sem recreio. Você está na minha escola outra vez”.

Perdedor, Chinaski é um perdedor. No entanto, isso não faz dele um coitadinho. Ele sacaneia os outros assim como a vida o sacaneia. O alter-ego de Bukowski (como em quase todos os livros do “velho tarado”, essa é uma história autobiográfica) não teve muita sorte na vida. Sua família tem o alcoolismo no sangue, seu pai o espanca e sua mãe é uma estúpida histérica. O moleque não tem meias palavras: “eu devo ter sido adotado”. Seus pais o proíbem de brincar com os garotos da rua. “Eles pensavam que nós éramos ricos”. A vizinhança é imunda, um bairro pobre de Los Angeles, para onde os Chinaski se mudaram logo depois que chegaram da Alemanha. Na escola não há muita esperança, Henry tem poucos amigos e é sempre o penúltimo a ser escolhido para o time de beisebol, sua principal preocupação é se segurar para não ir ao banheiro. “Eu chegava em casa e não tinha mais vontade de ir ao banheiro, o cocô já tinha endurecido dentro de mim

A linguagem é direta, seca. Socos no estômago do leitor são distribuídos a cada página, mas com um maldito humor negro e a tão comentada ironia. Isso diferencia “Misto Quente” de outros clássicos sobre a juventude americana. Ele é uma versão underground de Tom Sawyer, um primo distante de Huck Finn. Vive num terreno arrasado pela depressão como o de “Ratos e Homens” de Steinbeck. O livro chegou mesmo a ter sua importância comparada pros anos 80 com a de “O Apanhador no Campo de Centeio” pros anos 50. Sem seu humor, Bukowski teria estourado a cabeça antes de publicar qualquer coisa. Ele foi um autor que não se contentou com as “verdades” dos livros, leu como um desesperado, mas também viveu a vida desesperadamente. As salvações para o moleque são essas: A ironia e os livros…

Um dia Henry tem que ir ver o discurso do presidente para fazer uma redação da escola. Ele sabe que se não cortar a grama naquele sábado seu pai vai surrá-lo como sempre. O fedelho decide, então, inventar um discurso, com toda a pompa e todos os detalhes. A professora lhe dá dez e pede que leia em voz alta. Ele descobre um talento “(…) era isso que eles queriam: Mentiras. Mentiras maravilhosas. Era disso que precisavam. As pessoas eram idiotas, seria fácil pra mim.” Aos poucos aquele moleque vai reunindo em torno de si outros desajustados, freakies, losers como ele. “Eu era como um lixo que atraía moscas, ao invés de uma flor desejada por borboletas e abelhas”. Ele começa a ganhar algum destaque, mesmo em meio a todos os seus problemas, como define com uma passagem mais ou menos assim: “havia alguma coisa dentro de mim, eu sabia, podia ser todo aquele cocô endurecido…”. Chinaski vira um durão, era isso o que ele mais desejava. Podia não ter as garotas (e ele realmente se dá mal com elas, eternamente virgem e sempre desperdiçando as oportunidades que surgem), mas ganhou algum respeito. Aos poucos vai se embrenhando em uma vida marginal de vadiagem, álcool e brigas que se contrapõe com seu talento florescente para a literatura. Ele estava sozinho, mas tinha os livros. Era mais um daqueles garotos que passavam horas se divertindo sozinho, brincando com seus amigos invisíveis, criando suas próprias histórias que aos poucos vão ganhando o papel.

Chinaski não tinha um pai? Certo, mas ele tinha Hemingway e Dostoievski. Com o escritor russo ele aprendeu: “Quem não quer matar seu pai”? O complexo de Édipo rodeia Chinaski por toda a obra. “Ele” é o cara sacana, “Ele” é o responsável por seu sofrimento, “Ele merece” morrer. Esse ódio por seu pai (na realidade um alcoólatra violento) permeia toda a obra do velho “Buk”, e é outro dos sentimentos mais antigos da humanidade, estudado por Freud como uma das raízes dos principais tabus da nossa sociedade. Essa capacidade de transformar o dia a dia em poesia, de pegar as bebedeiras triviais, as angústias adolescentes e transformá-las em arte é a mágica de Bukowski. Sim sua linguagem é chula, ele fala de sexo o tempo todo e não finaliza com chave de ouro, mas isso não é o que importa. Aliás, no mundo de “South Park” falar palavrão não assusta mais ninguém. Tire todas “bucetas” e “merda” do texto e você ainda terá um livro genial. O que importa é seu retrato do homem comum. O resto é excesso.

Misto Quente (Ham on Rye), publicado originalmente em 1982.

Fred Di Giacomo,
brincou tanto de criar histórias que acabou passando-as pro papel
26/05/04

BlocoCast #03 – Jovens discípulos do Velho Safado

Postado por blocose7e Em agosto - 23 - 2009 4 COMMENTS

Nesse programa Ikie Arjona e Renato Doce, recebem o pegador de cocotas Mauro Salgado e um dos 15 twitteiros mais bonitos do Brasil, Aroldo para um papo escatológico sobre o grande escritor Charles Bukowski.

Comentamos sua importância, sua biografia e seus livros, também lembrando dos filmes baseados em sua obra.

Conheça o Coyote caçador de coelhos, as táticas para ler o velho Buk sem vomitar, descubra com quantos gatos se faz uma canoa(?) no BlocoCast mais etílico de todos os tempos.

Comentários, críticas e sugestões: blococast@blocosete.com.br

Comentado no Programa:

Leitura de poemas do Velho Buk

As ruas de Los Angeles

Túmulo de Charles Bukowski

Filmografia Baseada nas Obras de Charles Bukowski

Velho Safado

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Banner por Mauro Salgado

Grava e Distribui Que Eu Te Dou Um Prêmio.

Postado por blocose7e Em agosto - 19 - 2009 1 COMMENT

Grava e distribui que eu te dou um prêmio.


Na noite passada ocorreu o 16º Prêmio Multishow de Música Brasileira, já não é novidade o nome dos ganhadores, mas alguém reparou na gravadora desses premiados?

Das grandes apenas a Som Livre e a Warner não tiveram artistas contemplados, interessante é notar que a Som Livre é um braço da Rede Globo, assim como o canal Multishow. Mostra imparcialidade na escolha de indicados e premiação.

O que ainda é ruim nesse tipo de premiação é ver a quantidade de medalhões que sempre marcam presença nessas listas, apesar de nem sempre terem trabalhos relevantes. Inconscientemente a indústria do jabá continua correndo solta.

Não que as rádios recebam pra tocar as músicas desses artistas, mas muitos se mantêm com o nome e o peso de suas gravadoras. Estranho ver Capital Inicial como melhor show do ano, por exemplo.

O que também me incomoda é a votação online que “interage melhor com o público”. Não concordo com a premiação ser totalmente voltada a escolha dos fãs, ainda mais pela internet. Quem mais se mobiliza ganha e quem mais tem gente disponível para votar leva enorme vantagem.

Talvez uma forma mais equilibrada fosse a votação de críticos, bandas, editores de revistas especializadas, cada um com um peso, para ter realmente a voz de todos que consomem música.

O que realmente sinto falta é a presença de bandas independentes nesses prêmios, é preciso ser mainstream pra começar a ser reconhecido?

Vide os exemplos Fresno, Cine, NX Zero e Scracho que ganharam em algumas categorias ontem. Eles eram piores antes de estar em uma major?

Ganhadores:

Melhor DVDMarisa Monte (EMI)

Melhor InstrumentistaDebora Teicher[Scracho] (EMI)

Melhor Show Capital Inicial (SONY)

Revelação Cine (UNIVERSAL)

Melhor Clipe Skank (SONY)

Melhor CDNX Zero (ARSENAL/UNIVERSAL)

Melhor MúsicaVanessa da Mata (SONY)

Iniciativa Skank (SONY)

Melhor Cantor Seu Jorge (EMI)

Melhor CantoraMarisa Monte (EMI)

Melhor Grupo Fresno (ARSENAL/UNIVERSAL)

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Gorilas me Mordam!

Postado por blocose7e Em agosto - 5 - 2009 4 COMMENTS

Existem muitas dificuldades para se produzir uma camiseta. Pesquisa de tecido, costura, desenvolvimento de estampa, impressão da estampa, etc.

Além do trabalho, é um processo muito caro. Ainda mais se a empresa fabrica poucas peças, números limitados de peças exclusivas.

Depois de todo o processo é ridículo ter que se preocupar com marcas maiores que plagiam sua estampa. A falta de criatividade e de vergonha na cara de algumas pessoas deixa claro que as regras de mercado não são para todos.

Confira o plágio que a VideBula fez da estampa da Hotel Tees e tire suas próprias conclusões!

Por Ikie Arjona

Contato: blocosete@blocosete.com.br

MSN: blocosete@hotmail.com

Não Pague Para Tocar!

Postado por blocose7e Em agosto - 3 - 2009 1 COMMENT


Pay to Play, de quem é a culpa?

Com a explosão de bandas no início da década, fortemente influenciadas por CPM 22 que acabava de entrar no circuito major da música brasileira, começou uma nova onda de produção de shows.

O cenário estava muito favorável para pseudo-produtores, as casas se estruturavam e tinham necessidade de público, as bandas novas sedentas por tocar e expor suas músicas e as bandas maiores com o espaço aberto, valorizaram e começaram a cobrar cachês maiores.

Enfim seria o fortalecimento da desorganizada e precária cena hardcore brasileira.

Ledo engano, pois uma série de erros foi sendo cometida e todos os envolvidos foram se acostumando e criando um circulo vicioso que só é rentável para um elo dessa corrente.

O pseudo-produtor picareta.

Geralmente é aquele cara gente boa, se mostra sempre bem relacionado, conversa fácil e te apresenta todas as vantagens de participar do evento que ele está organizando.

Estrutura de primeira, equipamentos excelentes, a banda principal com seu imenso público fiel, flyers coloridos e bem feitos e grande possibilidade de divulgação.

Argumentos convincentes, não?

Nem sempre, ou quase nunca. Nunca vi ninguém checar a estrutura ou estudar as vantagens apresentadas por esses produtores. Quem conhece os eventos anteriores organizados por essas pessoas?

É sempre a mesma história, o “produtor” traz uma banda grande de fora contata bandas locais que estão buscando um lugar na cena e as fazem vender X ingressos para tocar no horário Y; quanto mais ingressos para vender, mais próxima da banda principal a banda local tocará. Não vendeu o número de ingressos combinados? Pague do seu bolso, deixe seu instrumento como pagamento ou nunca mais apareça para tentar tocar seu rock. Não é apenas isso, o “produtor” na maioria das vezes sequer ouve músicas das bandas (várias com qualidade duvidosa) antes de colocá-las para tocar. – Gabriel Muller, guitarrista da banda NoReply.

O que não dá pra compreender é porque uma banda cai numa roubada dessas. Qual é a vantagem de tocar em um evento desses?

Acredito que o motivo é a falta de qualidade da maioria dessas bandas, ensaiam pouco, tem pouco talento e querem ficar famosos sem esforço nenhum.

Muitas bandas já renomadas também têm culpa, pois não deveriam se apresentar em um evento desses. Deviam ser os primeiros a negar, pois sabem da dificuldade que existe na cena. Mas infelizmente muitos preferem receber seu dinheiro sujo e continuar de olhos fechados para essa vergonha.

Sei o quanto é caro e trabalhoso produzir um evento, ainda mais se você resolve trazer bandas boas pra participar do evento, mas existem outras formas de conseguir o retorno para seu investimento.

Ao invés de explorar bandas iniciantes, porque não conversar melhor com as bandas grandes e casas, passar o tamanho exato do evento, ir atrás de patrocínios ou no último caso reduzir o “tamanho” da banda principal.

Nesses eventos de 25 bandas de abertura, o produtor até pode conseguir um bom dinheiro, mas a reputação e a credibilidade dele estará pra sempre manchada.

Faça a sua parte e boicote esse esquema falido. Seja banda de abertura, banda grande, dono de casa de show e principalmente o público.

A melhor maneira de acabar com isso é rejeitar e desmoralizar esses produtores que não tem capacidade de gerar receita sem explorar a condição desfavorável dos outros.

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Esta matéria foi inspirada em post do blog da revista GO .

Contato: blocosete@blocosete.com.br

MSN: blocosete@hotmail.com

ENTREVISTA #03 – Dead Fish

Postado por blocose7e Em agosto - 1 - 2009 1 COMMENT

Na última sexta-feira, 24/07/09, fizemos uma entrevista em vídeo com a banda Dead Fish, no camarim do Hangar 110, momentos antes do show especial de 10 anos do CD Sonho Médio.

Um show especial com todas as músicas de um CD que influênciou muitas bandas na cena hardcore.

Numa entrevista bem solta, Rodrigo (vocal), Alyand(baixo) e Marcão (Bateria) falaram sobre a expectativa sobre o show, a cena hardcore, a entrada de um novo baterista, entreo outros assuntos.

Confira o vídeo:

Agradecimentos especiais ao Victor Guerra, pela edição e co-produção no vídeo, Michel e Equipe Dead Fish e Hangar 110.

     

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