Wednesday, September 8, 2010

Odeio e torço para tudo dar errado no Final!

Postado por blocose7e Em dezembro - 16 - 2009 2 COMMENTS

Como disse no texto anterior dessa coluna, tudo aqui escrito representa apenas minha opinião e meus gostos. Não recorro a critérios técnicos ou faço critica imparcial baseada no que representa aquilo que o autor da obra/ação trata.

Utilizando as palavras de um sábio profeta, “Opinião é igual bunda, cada um tem a sua e dá quem quer”. Portanto, se você tem apreço pelas pessoas citadas e acha que estas foram injustiçadas… FODA-SE!

Recorrer a livros de auto-ajuda é exterminar a paciência alheia.


“O termo auto-ajuda pode ser referir a qualquer caso onde um indivíduo ou um grupo (como um grupo de apoio) procura se aprimorar econômica, espiritual, intelectual ou emocionalmente. O termo costuma ser aplicado como uma panacéia em educação, negócios e psicologia, propagandeada através do lucrativo ramo editorial de livros sobre o assunto.”

Tá certo, é bonito até se você pensar apenas na essência do termo e desconsiderar a ultima parte da definição. O ser humano geralmente recorre a diversos meios de superar seus problemas e conhecer melhores caminhos para futuras escolhas.

Acho normal essa busca, afinal tudo pode ser tratado como aprendizado. Serei direto e claro ao tratar da maior doença que atinge principalmente as senhoras mal amadas de meia idade, apesar de que hoje o mal está difundido em quase todas as partes da sociedade, a literatura de auto-ajuda.

O que leva alguém a escrever livros dessa categoria eu sei. É o dinheiro fácil, a escrita pobre, excesso de analfabetos funcionais e o total desrespeito com o meio ambiente (o que se gasta de papel com isso é foda!). Mas o que leva alguém a comprar as séries de livros que são lançados todo ano eu não entendo.

Por que ter mais do que UM livro desses? Todos são cópias mal feitas entre si. Não tem enredo original, a moral é sempre a mesma e as “lições” que se tiram pra vida não são nada mais do que todos já sabem há tempos.

Sabedoria popular e conselhos da vovó são mais úteis, não precisam de uma historinha escrota sobre qualquer coisa sem importância que “Zíbias Gasparetto” da vida tiram de sua fértil (ou limitada) imaginação.

Já que citei esse nome, pior que escrever historinhas mal contadas é dizer que apenas transcreve o que um espírito dita. É tratar o leitor (???) como um idiota, se o livro for uma merda… a culpa é toda do maldito espírito que não estava inspirado?

Dos grandes safados escritores que mais lucram com idiotas fazem sucesso, posso citar: Augusto Cury, Luiz Antonio Gasparetto, Lair Ribeiro, Roberto Shinyashiki, entre outros.

É sempre a mesma coisa, fórmulas e receitas de que tudo é possível se a pessoa acreditar nela mesma, não se abater perante as dificuldades da vida e blábláblá. Bullshit de sempre para ganhar um troco a mais.

Em minha opinião o pior de todos é o “mago” Paulo Coelho. Certa vez disse que quem lê Paulo Coelho merece uma morte lenta e dolorosa, hoje penso que é melhor morrer rápido, pois já sofreu demais por ler qualquer obra de um cara que escreve a mesma coisa há quase 30 anos.

Definitivamente deveria ter ficado na seara de drogas e hippies, ia causar menos danos e aporrinhação pra vida de muita gente. O mundo não precisa de um mago, precisa de um escritor com conteúdo. O que certamente falta para nosso amigo.

Para provar que não é pura implicância, veja as pérolas que são jogadas aos porcos:

Insensibilizados são aqueles que morrem e não sabem que morreram.
Jefferson Rabal

Ao desejar obter algo, devemos, em primeiro lugar, mentalizar que esse algo já está providenciado e agradecer por essa benção. Essa é a melhor maneira de sintonizar com a ‘transmissão’ das graças divinas.
Masaharu Taniguchi

Viva apaixonadamente, com todos os ferimentos que isso possa acarretar. Vale a pena.
Paulo Coelho

É importante entender que o sofrimento quase sempre é uma opção individual.
Roberto Shinyashiki

A captação de energias é um fato, mesmo para aqueles que não acreditam nelas.

Zíbia Gasparetto

É foda. Nelson Rodrigues deve chorar sangue seco no túmulo, ainda mais depois de frases como essa:

Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos.

Não preciso dizer mais nada.

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Então dança, dança…

Postado por blocose7e Em dezembro - 14 - 2009 2 COMMENTS

A História é a seguinte:
Filme: Fame (1980) ou Fama

Sinopse

Relata a história de oito adolescentes que buscam uma vaga na Escola de Artes Performáticas de Nova Iorque: Coco Hernandez, uma talentosa aspirante a estrela; Ralphy Garcy, um comediante porto-riquenho de vida sofrida; Leroy Johnson, um jovem negro de família pobre e dançarino de rua em busca de algo melhor; Doris Finsecker, uma tímida garota judia que sonha em se tornar um grande atriz e cantora; Bruno Martelli, um gênio da música cuja a arte é incompreendida; Montgomery McNeil, um sensível aluno de teatro; Lisa Monroe, uma estudante apaixonada pela dança; e Hilary Van Doren, uma bela garota loira de família rica que estuda balé clássico.

Ganhou os Prêmios: Oscar (1981), Globo de Ouro (1981), Bafta (1981) e Prêmio César (1981).

Aí fizeram um remake para os dias de hoje:

Talvez hoje pensemos: “ah, deve ser algo parecido com “High School Music”“. Não é. A idéia de um musical conter jovens que correm atrás de um sonho parece ser uma historinha meio batida e até para quem acompanha frequentemente TV vai comparar à aqueles Realities Shows Musicais.

O filme mostra desde a seleção para ingressar na escola até a conclusão do curso onde cada aluno vai receber sua avaliação final, acredito que todos quando mais novos ou mesmo aqueles estudam em qualquer tipo curso passa por isso. Você concluiu e agora é capaz. Mas e dentro da Arte? Dança, Música ou interpretação? Como alguém define se você é capaz ou não de fazer algum tipo de Arte?

Chegando ao ponto, dia 13 de Dezembro (domingo) foi realizada a primeira avaliação para o SP Escola de Teatro
e na prova foi exigida SOMENTE UM TEXTO dissertativo com o tema: “Como as linguagens artísticas contribuem para a identidade de um povo?”.

O post foi meio tarde para quem talvez pudesse se interessar pelo curso, mas acredito que todos aqui ficaram sabendo desta escola por propaganda em metrôs, Ônibus ou colegas…

A escola oferece os seguintes cursos: Atuação, Cenografia e Figurino, direção, Dramaturgia, Humor, Iluminação, Sonoplastia e Técnicas de Palco. Todos com duração de 2 anos. A ideia da criação da SP Escola de Teatro veio do Governo Serra em 2005 com o Grupo Satyrus e participação de diversos coletivos teatrais da cidade.

A comparação com o filme e a realidade chega a ser uma fantasia, mas é muito curioso pensar em um centro de artes onde na sala ao lado da tua podem existir alunos estudando, sonoplastia e dramaturgia e do outro lado Humor e Cenografia. Um lugar onde existem pessoas dispostas a criar novos meios de cultura e arte, estudam pra isso e da mesma forma que o filme sonham.
Desenvolver novos pólos GRATUITOS e PROFISSIONALIZANTES de cultura (isso sim) pode mudar a identidade de um povo.

Por Victor Guerra

BlocoSe7e Staff

Se o carro era bom, imagine a banda. Eis o Polara!

Postado por blocose7e Em dezembro - 8 - 2009 ADD COMMENTS

Posso dizer que musicalmente minha adolescência fui muito produtiva, passei a maior parte do tempo em casas de show de qualidade duvidosa, meio precárias, conhecendo gente em botecos/padarias sujos, comprando demos mal gravadas e claro, ouvindo algumas bandas que mudaram minha vida.

Talvez mudar a vida seja muito forte, provavelmente tenha me identificado tanto com essas determinadas bandas por estas falarem o que eu queria ouvir naquela época, algo como “na hora certa, no lugar certo”. E era o que precisava.

Foi bom acompanhar a evolução dessas bandas, em todos os sentidos, e que diretamente estava ligado com o meu crescimento. Mas nada dura pra sempre e como tudo na vida, essas bandas acabaram.

Eu continuo, mas tenho saudade do tempo que podia ver aqueles caras que foram grandes companheiros da juventude.

Nessa coluna vou falar de bandas que já encerraram suas atividades, mas continuo admirando e gostaria que nunca tivessem acabado.

Se o carro era bom, imagina a banda. Eis o Polara!


Em 1999 nasceu uma banda com nome de carro, chamada Polara. Com um pouco de SP, um pouco do Rio, Porto Alegre e Osasco, o Polara nunca foi uma banda das mais comuns. Sendo quase uma torre de babel canarinha que surgiu por amizade e afinidades musicais. Os caras já tocavam há um tempão em outras bandas e estavam um pouco cansados dos sons que vinham levando.

Resolveram tocar um projeto novo, com uma sonoridade diferente do que rolava em SP na época, e com a maioria das letras em português (o que era coisa rara no underground daqui, no fim dos anos 90). Com as idéias na cabeça e alguns trocados pro ensaio, Rafael (que ainda era guitarrista do Planet Hemp) Carlinhos (guitarrista e vocalista do Againe) e Sato (ex-baixista do Mickey Junkies e naquele tempo integrante do grupo Mamelo Sound System) começaram uma nova empreitada: o Polara.¹

Meu primeiro contato com o Polara foi ao final de 2001, e posso garantir que foi uma das melhores descobertas que fiz na vida. Meus amigos próximos que nunca gostaram, achavam bagunçado, desafinado e sem sentido. Mais tarde, tenho a impressão que passaram a no mínimo aturar.

Um split com o College foi meu passaporte, por muito tempo fiquei ouvindo só aquelas músicas, em especial “Meus Cumprimentos”. O que mais me chamou atenção foram a simplicidade e a maneira quase pueril dos caras tramparem as músicas. Depois de gastar muito esse cd, resolvi ir atrás de coisas mais antigas, para realmente entrar no clima da banda.

A partir dessa busca começou meu inferno. A dificuldade que era conseguir músicas no início dos anos 2000 ainda era grande, a internet não era rápida e descomplicada como é hoje. O jeito era ir atrás de quem tinha alguma coisa e gravar sua cópia. Longas horas de caminhada pela galeria e muita conversa de boteco sempre são recompensadas.

Tive que esperar até 2005 para conseguir um trabalho completo, cd bonitão com arte muito bem feita e a qualidade de gravação primorosa. Das 12 faixas (mais a bônus, claro!) a que teria riscado se fosse num vinil certamente seria “Em algum jardim”.

Estranho que esse cd era uma novidade apenas pelo fato de ser uma compilação das músicas que a galera já cantava nos shows. O Polara sempre foi uma banda produtiva, mas sempre lançava singles e EP’s, era quase que uma seita, só conhecia quem ia atrás e queria mesmo alguma coisa.

Provavelmente essa era a grande mágica da época, as coisas eram feitas de maneira despretensiosa, sem toda essa loucura de ter banda pra ser pop na “ceninha”, não tinha que se vestir de determinada maneira, ter um comportamento politicamente correto e sem graça.

E tinha mais um problema, a MTV não era a mãe que é hoje para as bandas que vem do underground, salvo alguns programas geniais, principalmente os comandados pelo Gastão. Tá certo que a emissora era muito diferente, com muito mais qualidade, até dava prioridade para música (incrível, né?), porém era mais fechada.

E ver o clipe de “Stardust” era um privilegio para poucos sortudos, coisa que na era YouTube é impossível pensar.

Depois de consolidada, a banda prosseguiu o processo de lançar muitas músicas picadas e versões acústicas. Até que no final de 2007, início de 2008 chegou oficialmente ao final a carreira da banda.

E ainda havia muito material, como presente o Rafael (Crespo – Guitarrista) disponibilizou para download “Inacabado” que tem as melhores músicas da banda na minha opinião, do início ao fim o cd se mostra maduro e completo.

Reza a lenda que haverá um show de despedida da banda, espero que seja verdade. Do jeito que as coisas vão, deve ser somente em “Agosto”.

Quem quiser ouvir algo novo dos caras, terá de se contentar com os projetos que surgiram depois do fim da banda. Destaque para Albertinho dos Reys do Carlinhos e o Aspen do Rafael.

¹ Retirado do profile no Tramavirtual da banda.

Ouça as músicas na sequência em que foram citadas no post.

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Quem Paga o Mico?

Postado por blocose7e Em dezembro - 7 - 2009 ADD COMMENTS

Estréia hoje a coluna sobre Mídia e Publicidade do nosso grande amigo Victor Guerra. Além de produzir e editar os vídeos da BlocoSe7e e ser vocalista da melhor banda de hardcore do mundo, agora escreve semanalmente (espero!) por aqui.

Quem Paga o Mico?

Bundas, carros, explosões, carros no deserto, piadinhas, velhinhas, mulheres gostosas, cervejas extremamente geladas, nada disso.

Com quase 70 anos de história a Tigre hoje é lider no setor de tubos e conexões e atualmente veicula nos breaks comerciais de algumas emissoras de TV uma sequência fantástica de comerciais sobre os seus produtos.

Sempre ótimos e pelo que me lembro e até onde me lembro sempre utilizaram “O Mico” como “Garoto Propaganda” da marca. Até que a Talent Propaganda produziu algumas das peças comerciais mais interessantes que eu já vi desenvolvidas para a marca. Cada peça conta com uma temática diferente e uma dança de acordo com a situação.

Os comerciais são veículados desde março. Se liga:

Dança do Vazamento

Dança da Gordura

Dança do Conduite

Dança do Entope Desentope

Para esse empreendimento, a Tigre investiu o valor de R$ 50 milhões este ano em Marketing e Comunicação. É…”quem não faz com Tigre, Dança.”

Por Victor Guerra

BlocoSe7e Staff

Resenha Funk Como Le Gusta

Postado por blocose7e Em dezembro - 7 - 2009 2 COMMENTS

Funk Como le Gusta no Sesc Pompéia 05/12/2009

Já fazia algum tempo que eu não via um show, e na maioria dos casos eu me refiro a show de bandas de rock. Eis que então fiquei sabendo que o FCLG iria se apresentar a preço popular no SESC Pompéia, como já conhecia o som dos caras e por sinal é muito bem feito, não hesitei, fui conferir. No primeiro instante o que me surpreendeu foi estar pela primeira vez, no teatro onde ocorreram as gravações do saudoso programa Musikaos da TV Cultura, e onde são gravados o Bem Brasil, um teatro com palco central e a platéia dividida nas laterais, sem contar a acústica do ambiente, muito boa. Então veio a outra surpresa, que na verdade nem foi tanta, já que sabia da qualidade do som do FCLG, mas ver ao vivo comprova o talento da banda. Mesclando samba, funk (claro!), ska, soul, swing, rock, jazz, os caras fazem um som muito animado e extremamente bem tocado, é uma big band com todo o
jeitão brasileiro de fazer música (de qualidade). Os destaques sem dúvidas ficam para os metais, 2 saxofonistas e 2 trompetistas, esses sem dúvidas pra mim os que mais se destacam, sem contar nos percussionistas, no geral a banda toda é muito qualificada. A interação com a platéia também são os destaques da performance do FCLG, impossível ficar sem agitar um som sequer, uma tiazinha que invadiu o palco logo no inicio que o diga, heheh. Fico devendo video do show mas, eis um video de uma versão do grande Tim Maia que eles tocaram:

Por Drope*

BlocoSe7e Staff

* Meu grande amigo Pedro Quera (Drope) tem uma série de blogs que tratam de temas específicos, artes plásticas, música e cinema. Acesse todos  por favor! Agradeço por ele permitir utilizar suas resenhas e textos aqui neste espaço!

Outside Scissors #04

Postado por blocose7e Em dezembro - 5 - 2009 1 COMMENT

O sexo tá na moda?

A moda interpreta de várias maneiras nossa vida. Por que o sexo ficaria de fora? Afinal, sexo virou produto, imagem, vende, pode ser fantasioso e está no corpo.

Na moda a “liberdade sexual” (na moda convencional) teve grande progresso pelas décadas de 1960 e 1970 e o movimento punk abraçou-a com artigos fetichistas.

Mas indo lá atrás e mais afundo (sem prolongar muito o assunto), por muito tempo e como consequência do cristianismo, na Idade Média, o corpo começou a ser visto como pecado e pelo domínio que a religião impôs, esconder a pele era bastante bem visto e afrontar esses costumes seria pedir para ser considerada uma pessoa sem pudores. Salvo alguns povos e religiões em que costumes nudistas eram comuns e tratados com naturalidade. Como para os gregos, que foi a base da construção de nossa sociedade, o corpo era considerado uma prova de criatividade dos deuses. O culto ao corpo que vemos hoje reagiu mesmo na década de 1980 com o surgimento das academias.

A relação entre corpo e roupa nesse meio tempo foi naturalmente sofrendo modificações.  E só na década de 1920, as saias nas mãos de Coco Chanel subiram um pouco e na década de 1960 elas subiram bastaaaante, surgindo as mini-saias. O encurtamento da saia, com as pernas mais à mostra, não só traduziu o comportamento que mudava na época, mas foi uma forma libertária tanto da feminilidade quanto da sexualidade.

”A minissaia é sexy, mas jamais obscena. A moda é feita para provocar o desejo”, defendia Mary Quant.

Nem sempre a minissaia teve ótima reputação. Em alguns lugares, como na França, a saia foi responsabilizada pelo aumento dos estupros.

Já o punk na década de 1970, levou o sexy(o) ao extremo, ao erotismo. A estilista Vivienne Westwood propulsora da moda punk com sua loja que, por último foi chamada de SEX, juntou-se à ideologia do movimento representando nas roupas a subversão à cultura anti-sexista e conservadora da época, que já se desfazia. Peças de couro, T-Shirts com estampas eróticas, tachas, a borracha como principal matéria-prima de suas criações, roupas rasgadas, corsets e objetos sadomasoquistas eram elementos que já se notava a relação da moda com o erótico (apesar de o real objetivo não ser esse, mas sim “procurar motivos de rebelião para provocar o stablishment”, como disse Vivienne).

Trazidos do fetichismo e sadomasoquismo, antes transgressores são tratados hoje com “normalidade” e inspiram desfiles para o mainstream.

O sexo posto assim em evidência pela moda deixou de ser (não muito) tabu: cobrindo, descobrindo, vendendo, comprando, instigando, inspirando, criando, desejando foram as maneiras usadas e abusadas para mudar.

Mas a moda não só traduz isso nas roupas, mas lhe serve com fins comerciais. Em ensaios fotográficos para editorias de moda é mais que comum a apelação ao sensual. Em épocas de crise econômica vê-se nos desfiles que em sua maioria abusam do ultra-sexy. Manipulação de consumo mode on!

Giorgio Armani numa entrevista a Veja São Paulo, em 2002 (pouco depois do ataque aos Estados Unidos), ao ser perguntado se os estilistas apelavam à sensualidade quando as vendas iam mal, disse: “Apelam, sim. Pessoalmente, não lanço mão desse recurso, e por dois motivos. Um é que sempre desenho pensando na mulher ‘real’, que trabalha e busca filhos na escola, e não a vejo fazendo isso de corselete e minissaia. O outro é que acho muito mais sensual mostrar só um pouquinho do corpo, como a fenda em uma saia, a transparência em uma blusa.”.

É, sexy(o) vende a ponto de evitar crises econômicas, entende-se então (lembrando do lance de massificação) o piriguetismo . Mas jogo as mãos para o alto e agradeço que ainda há gente finééérrima que sabe não cair na vulgaridade…

Por Tiemi Higa

Edição e Revisão: Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Cars and Calories #04

Postado por blocose7e Em dezembro - 4 - 2009 ADD COMMENTS

So Long and Thanks For All The Fish

Hoje o post vai ser dedicado à conversa de boteco que rolou ontem.

Nessa conversa surgiu algo extremamente “inusitado”. Acontece que uma amiga minha chegou recentemente da Australia e espantou um “costume” que temos.

O assunto surgiu quando uma de nossas amigas fez um pedido, mas esqueceu da palavra mágica (pode ser até que sua mãe tenha sido tão efusiva quanto a tal palavra com você como minha mãe foi comigo).

Acontece que ao falar ao garçom, raramente usamos “por favor” ou “obrigado”. E isso causou enorme espanto a essa amiga “australiana”.

Sendo assim, tal situação virou post…

Quando alguém oferece algo para você (sim, você, falante do português “brasileiro”), pode responder de duas formas básicas: “sim” ou “não”. Porém, se você é dotado de alguma espécie de tato, procurará outras palavras para expressar tais idéias. Palavra mais corriqueira para tal situação: “Obrigado”. Mas “obrigado” pode significar “sim” ou “não”.

Porém, thank you só pode significar “não, obrigado”. Logo, se você disser thank you não estranhe se o garçom ou seja lá quem esteja oferecendo algo simplesmente dê meia volta e se afaste (afastando também o objeto oferecido).

Sendo assim, caso queira aceitar algo que lhe foi oferecido, basta dizer please.

Agora fica a pergunta, rola usar tais palavras em português também?

E depois os mal educados são eles…, tsc tsc tsc

Por Felipe Sata

Edição e Revisão: Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Odeio e torço para tudo dar errado no Final!

Postado por blocose7e Em dezembro - 2 - 2009 6 COMMENTS

Essa coluna tratará de pessoas/objetos/segmentos sociais/conceitos/dogmas que odeio e não tenho o menor respeito. Será uma crítica embasada em sentimentos pessoais e alguns fatos coletados em pesquisa, apenas no intuito de justificar minha má vontade com o tema escolhido.

Não obrigo ninguém a aprovar, muito menos concordar com meus pontos de vista. Apenas respeite e tire suas conclusões. Isso é apenas um desabafo semanal que aliado a outros prazeres tornam minha vida mais feliz!

Via O Loxa

Odeio QUALQUER RELIGIÃO e torço para tudo dar errado no Final!

A Religião (do latim: “religio” usado na Vulgata*, que significa “prestar culto a uma divindade”, “ligar novamente”, ou simplesmente “religar”) pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças.¹

Somente nessa breve definição, encontro pelo menos 03 palavras/expressões que já destroem minha simpatia: Sobrenatural, Sagrado e Código Moral.

Não suporto códigos de conduta, muito menos quando são baseados em fatos não explicados e que dependem de sorte e alienação. Acredito que a religião é a maior muleta que o ser humano já se utilizou.

Depositar suas esperanças e congregar suas forças em entidades imaginárias é deprimente. É a desistência antes da luta, a má utilização da racionalidade. Existe apenas uma verdade única no convívio humano, a lei da Ação-Reação. De resto, somente histórias criadas para te amedrontar.

A devoção a qualquer coisa está no limiar da demência com o fanatismo, duas das coisas que mais atrasam a evolução de nossa espécie. Historicamente, podemos perceber quantas pessoas morreram por não congregarem com as religiões da moda.

Índios e negros escravizados e assassinados por não terem “alma” de acordo com os cristãos, muçulmanos e judeus se matando pela posse de uma suposta “terra sagrada”, católicos e protestantes se matando na Irlanda do Norte, enfim, diversos exemplos que não livram nenhuma seita do rastro de sangue.

E ultimamente a nova onda pentecostal, trouxe o ranço do preconceito e intolerância de volta para nossas casas. Sim, pois agora você tem seu entretenimento cerceado pelos “pastores” que conduzem suas “ovelhas” para as trevas da ignorância, e esse exercito de ovinos aumenta a cada dia.

Com pontos de vista preconceituosos e excludentes, evangélicos e católicos romanos (as maiores religiões do Brasil) chegaram ao ponto de fantasiar e distorcer a realidade de maneira inimaginável ao incitar guerra à “Ditadura Homossexual” que tenta se instalar no país.

Só pode ser esquizofrenia. Veja as palavras de um expoente bispo:

Em seu artigo, sob o título O governo Lula e o combate à castidade, Pe. Lodi estabelece o nexo entre o movimento abortista e o movimento homossexual:

“No governo Lula, a causa pró-aborto — que ataca diretamente a vida humana — anda de mãos dadas com a causa pró-homossexualismo — que ataca frontalmente a virtude da castidade, sobre a qual se funda a família. Desde o início de 2003, o governo vem fazendo todo o possível, seja internamente, seja perante a comunidade internacional (ONU e OEA), para glorificar o homossexualismo e tratar como criminosos (“homofóbicos”) os que se opõem à conduta homossexual.” ²

E não para por aí, uma nobre advogada dá o seu relato sobre o Projeto de Lei 122/2006, que pretende criminalizar a homofobia.

Por seu lado, a advogada Maria das Dores Dolly Guimarães pondera que, de acordo com o projeto, “o homossexualismo deixará de ser um vício para ser um mérito. E quem ousar criticar tal conduta será tratado como criminoso.”

“Os primeiros a sofrerem perseguição serão os cristãos”, enfatiza a advogada, que é presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida.

Ela exemplifica com alguns artigos do projeto de lei:

“A proposta pretende punir com 2 a 5 anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de um ato obsceno (‘manifestação de afetividade’) por homossexuais (art. n.º 7)”. Na mesma pena incorrerá a dona-de-casa que dispensar a babá que cuida de suas crianças, após descobrir que ela é lésbica (art. n.º 4).

“A conduta de um sacerdote que, em uma homilia, condenar o homossexualismo poderá ser enquadrada no artigo n.º 8: ‘ação [...] constrangedora [...] de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica’”, acrescenta, acentuando que “o reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno homossexual poderá ser condenado a 3 a 5 anos de reclusão (art. n.º 5).” ³

Ou seja, eles acham que perseguição e discriminação é um direito adquirido. Eles podem fazer, pois sua cartilha de regras permite cometer crimes.

Eu também vou escrever um livro fantasioso e começar a agir de acordo com o que está escrito nessa brochura, condenando a prática de qualquer religião, direito de caçá-los e aprisioná-los por acreditar em um mulambo que diz transformar água em vinho, entre outros códigos de conduta.

Provavelmente, serei considerado desequilibrado. Mas talvez seja mais fácil mostrar a loucura que tenho de aturar todos os dias.

Por fim, espero que o famigerado juízo final chegue e que todos percebam que estavam errados.  O mundo simplesmente exploda, ou que exista somente inferno e todos sofram sentados no colo do capeta!

*A Vulgata é uma tradução para o latim da Bíblia escrita em meados do século IV por São Jerónimo, a pedido do Papa Dâmaso I, que foi usada pela Igreja Católica e ainda é muito respeitada.

¹ Fonte: Wikipedia

² e ³ Fonte: Mídia Sem Máscara

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

     

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