Wednesday, September 8, 2010

Metallica em São Paulo

Postado por blocose7e Em janeiro - 31 - 2010 2 COMMENTS

Sábado, 30 de janeiro de 2010. Nesse dia eu vi algo épico, histórico. Cheguei ao estádio do Morumbi 18h e a galera parecia estar toda fora do estádio, que já estava com as portas abertas pra quem quisesse guardar um bom lugar pra assistir o segundo show no Brasil da tour World Magnetic, último album do Metallica, banda que, na minha opinião, é a maior banda de metal da história.

Mas já vamos chegar nos donos da noite. 20h cravadas e o Sepultura, banda de abertura da noite, entrava no palco. Confesso que não sabia o que esperar da banda brasileira. Estava até meio com o pé atrás em relação ao show deles porque ali é, definitivamente, o Sepultura New Generation. O show durou cerca de 40 minutos e, fora o som que ainda não estava na melhor das condições, o show não convenceu. As músicas do último trabalho dos caras, A-Lex, não parecem funcionar muito bem ao vivo, até mesmo porque não chegam a lembrar o bom e velho Sepultura.

As clássicas como Territory e Roots Bloody Roots animaram mas o show (tudo bem, foi apenas uma abertura mas se aceitaram o convite deveriam fazer por merecer) ficou longe de ser um show digno da importância da banda para a história do metal.

Sepultura fora do palco, roadies do Metallica ao palco. O amor dos fãs de metal pela banda americana é tamanho que a cada acorde que os roadies tocavam parecia que era o próprio Metallica afinando seus instrumentos.

Gritos e olas aconteciam nas arquibancadas. Frases ofensivas ao pessoal que estava na pista também mas isso faz parte e chegou a ser engraçado, já que foi uma brincadeira e não houve violência nesse “protesto” dos de cima para os bem localizados de baixo. Com 10 minutos de atraso a famosa introdução de “The Good, The Bad & The Ugly” apareceu no telão e, confesso, arrepiou.

Logo após uma cena do famoso western, os 4 cavaleiros do apocalipse entram no palco lançando logo de cara “Creeping Death”, um (dos muitos) clássicos da banda. A partir disso foi soco na cara atrás de soco na cara e todos desferidos com extrema perfeição. James Hetfield mostrou porque é considerado um dos melhores guitarristas e vocalistas do metal. Não desafina e não se atrapalha, não esquece letras (aprenda, Axl) e sempre muito carismático. Ele é, definitivamente, O CARA! E o resto é tão impressionante quanto o frontman.

Kirk Hammet, muitas vezes menosprezado, esteve impecável, mandando ver na guitarra mostrando que é sim um dos melhores músicos de sua geração e que merece respeito e merece estar onde está. Lars Ulrich… O pequeno dinamarquês mais odiado do mundo (pelo menos da internet) mostra que what you see is what you get: um baterista de metal não muito técnico, mas com a pegada necessária pra ninguém botar defeito. Fora a presença de palco que, seja sentado, ou seja, batendo em sua bateria de pé, é memorável, um dos bateristas mais empolgantes de se ver (e de se ouvir também, por que não?).

Robert Trujillo, o mais novo da família, mostra que a vaga deixada por Jason Newsted está em boas mãos, provavelmente mãos melhores que as do próprio Jason, e dá o seu toque pessoal para os clássicos e faz a linha de baixo precisa e afiada para as novas canções. Quem foi não vai esquecer.

Talvez alguns (como eu) sentiram faltas de algumas músicas como “Fuel” e “Battery”, mas pra que todos saiam completamente satisfeitos, o Metallica teria que tocar no mínimo 4 horas. O set list passeou entre os cinco primeiros álbuns da banda e Death Magnetic, pulando os polêmicos Load, Reload e St. Anger e a escolhe das músicas foi maravilhosa, com destaque para “Sad But True” que ao vivo ganha um peso impressionante e o hino “Master of Puppets”. Eu digo “destaque” com dor no coração porque apontar apenas duas músicas como pontos altos do show chega a ser praticamente um pecado.

Ao final da noite, um emocionado James Hetfield era visto no telão pelo público de 68 mil pessoas, embasbacado com o que acabava de acontecer. Juro que, por algum momento, pensei até mesmo que poderia rolar mais um som, algo totalmente inesperado em show dos caras já que eles sempre terminam a noite com “Seek And Destroy” e, infelizmente, realmente não aconteceu.

Espero poder assistir novamente essa banda, mas se por acaso, isso não acontecer morrerei um pouco mais realizado devido a noite de ontem. Foi algo surreal, irmãos e irmãs. Quem saiu sem sorrir não foi porque não estava satisfeito e sim porque ainda não tinha caído a ficha do que nós tínhamos acabado de ver: a história bem na nossa frente que foi tudo e mais um pouco do que o público brasileiro esperava. E como Lars disse ao final: a volta ao Brasil demorou 11 anos e eles não deveriam esperar mais 11 para destruir tudo novamente por aqui, no jeito Metallica de destruir!

Setlist:

“Creeping death”

“For whom the bell tolls”

“The four horsemen”

“Harvester of sorrow”

“Fade to black”

“That was just your life”

“The day that never comes”

“Sad but true”

“Broken, beat and scarred”

“One”

“Master of puppets”

“Blackened”

“Nothing else matters”

“Enter Sandman”

Bis

“Stone cold crazy” (cover de Queen)

“Motorbreath”

“Seek and destroy”

Por Clids

BlocoSe7e Staff

Novo Clipe do ALEXISONFIRE

Postado por blocose7e Em janeiro - 30 - 2010 ADD COMMENTS

Assista aqui o novo clipe dos canadenses do Alexisonfire, esse qu eé o terceiro vídeo do quarto Cd da banda de post-hardcore de Ontario.

BlocoSe7e Staff

|MEUS PÉS NÃO SÃO APOSTÓLICOS|

Postado por blocose7e Em janeiro - 29 - 2010 ADD COMMENTS

Undergraduate Censored Notes

“Outro recurso consiste em desresponsabilizar a pessoa por seus atos em razão de uma doença mental, de uma depressão ou de um momento de ‘ausência’, de um ‘acesso de loucura’, de ‘ódio’ ou de ‘raiva’. A ação sob influência do álcool ou de uma droga é um outro sistema de justificação de condutas afetivas inadequadas”(LE BRETON, D. As Paixoes Ordinárias: Antropologia das Emoções. Petropolis: Vozes, 2009).

É enlouquecedor viver cotidianamente com a palavra depressão cravada em seu passado. É preciso reaprender não somente a medida adequada da expressão de seus sentimentos em seu meio social como tambem aprender as medidas de seu descontentamento, de sua tristeza. Aprender a dosar e manipular, aprender a guiar as emoções.

Ai, um saco. Deprimidos desresponsabilizados quando estão curados estão enlouquecidos. A real loucura é aquela que nos faz tirar o véu da noiva e ver a realidade monótona e sem sentido. Deprimidos curados são aqueles que não veem sentido, mas foram convencidos de que devem viver, ou melhor, se deixam viver. É a inércia da existência procurando lápis de cor para se divertir e passar o tempo. Drogados são deprimidos covardes.

Uma vez desresponsabilizado pela doença – principalmente por uma doença cuja fisiologia parece tão transcendental, num mundo em que a transcendência não é possível – mesmo curado, o deprimido não é digno de confiança. Torna-se aquele ser que ultrapassou o limite que os seres normais não ousam tocar. A história, a organização social, os relacionamentos contemporâneos podem não nos dar nenhum motivo, razão ou interesse para viver, mas exige de nós o caminhar pelo vazio. Negamos a morte. Esse é o maior terror das sociedades modernas industrializadas ocidentais. Consequentemente negamos a vida. E assim, soh é bonito ser feliz para quem acredita que auto-ajuda é literatura ou para quem tem certeza de que vive bem vislumbrando o absurdo da existência em seu íntimo sem nunca dividi-lo com ninguém. Viver bem é um mistério e ser feliz é o santo graal dos que se acham inteligentes demais para esse mundo e dos que tem a incrível capacidade de se iludir.

E falo como um deus cuja toda potência reside no olhar negligenciador de que a humanidade persiste.

A Demonização do Cigarro

Postado por blocose7e Em janeiro - 29 - 2010 1 COMMENT

Bom senso e parcimônia nunca fizeram mal a ninguém. Antigamente era sinônimo de status e rebeldia… Hoje quem fuma é vilão e faz mal a todos ao seu redor.

Quem fuma deve ou deveria saber de todos os males que isto traz. Agora que vem a grande pergunta. Quem não fuma também não deveria saber o bem que faz um cigarro ?

Claro, estou falando das benesses psicológicas, satisfazer vontades é a melhor coisa do mundo. Particularmente, adoro fumar quando tenho vontade. Sabe o que é impressionante? Tenho vontade apenas em locais onde é permitido fumar e ninguém se incomoda com este meu cigarro (sabe aquela cara de rabo, toda retorcida que as pessoas não fumantes fazem quando alguém acende um cigarro?).

Lembrando as frases de um sábio pensador contemporâneo (na verdade é do Helião do RZO, na música enxame ele diz: ” para muitos é uma droga, para Marley religião, eu acho uma bosta quem dá opinião…”), o problema parece ser na falta de educação e respeito que as pessoas interagem.

Pra que se envolver na vida e nas escolhas dos outros?

Ah ! sabia, só pode ser um fumante inveterado falando, que não consegue se controlar e fuma o dia inteiro. Poderia ser, mas não, fumo há uns sete anos. Trabalhei num escritório onde podia fumar em qualquer lugar, porém não fumava, em respeito aos outros funcionários que NÃO FUMAVAM. Saía da sala e ia pro terraço e ficava sentado fumando meu cigarro na maior tranqüilidade.

E a produtividade no serviço era a mesma ou talvez melhor que funcionários não-fumantes, talvez por experiência ou senso de responsabilidade.

Ou seja, toda essa demonização do cigarro é errônea, pois o problema não é do cigarro, mas da falta de educação de quem porta o mesmo. Como qualquer situação que se passa em nossa sociedade. Não comi carne por muito tempo e era o churrasqueiro da galera, estava no meio de carnívoros tinha que me adaptar.

Da mesma forma que eu respeitava a vontade deles, eles aceitavam minha situação por acreditar que todos devem exercer seu direito à escolha, sempre arcando com suas consequências.

O cigarro não traz beneficio nenhum. Errado, para mim traz. É algo que gosto, pode-se dizer que é vício, mas tudo que você gosta pode ser considerado vício.

Tudo que é feito em excesso é vicio. Cigarro, cerveja, carne, escola, computador, namorada, vida regrada, moralismo… Enfim, tudo tem seu lado bom e ruim. Basta saber moderar e respeitar a vontade alheia.

Se você vai em um pub, bar ou qualquer coisa parecida saiba que as pessoas vão fumar. O cigarro foi popularizado e empurrado como suprimento de primeira necessidade durante anos, como querem acabar com isso de uma hora para outra?

Impossível. Não sei se concordo ou discordo com a proibição de fumar em lugares fechados. Acho que a Lei funcionou, mas já caiu. Provavelmente o Governo de São Paulo conseguirá fazer valer novamente, mas pouco me importo com o resultado.

Enquanto não houver uma lei de bom senso e respeito mútuo, as pessoas não vão agir de maneira correta com seus semelhantes?

Meu veredicto?

Seja feliz e importe-se menos com a vida e as escolhas dos outros.

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Cars and Calories #05

Postado por blocose7e Em janeiro - 29 - 2010 2 COMMENTS

O post de hoje teve sua construção alavancada pelo show de Jesse Witney e comentários e pessoas que surgiram durante seu show.

Como você já deve saber, o artista supra-citado estava a passeio em São Paulo quando foi convidado por intermédio de amigos do BlocoSe7e para fazer um pocket show no Sebo Praia dos Livros. Caso você tenha perdido, vale a pena ler a resenha.

Mas o importante para o post de hoje é citar parte do repertório tocado pelo músico. Começou com o cláasico de Bobby McFerrin Don’t worry be happy com direito a toda a malandragem vocal que o som permitia. Além disso, me recordo de ter rolado uma espécie de “repente” no meio do som citando o fato dele ter sido convidado meio que de última hora para tocar no quase que QG da bloco. Detalhe que a malandragem demonstrada durante todo o show é algo muito parecido com o que encontramos em músicos da noite, ou seja, músicos que tocam em barzinhos e sabem que carisma no palco vale muito! Vindo de um Australiano dotado de ótima fluência em português eu não deveria ter ficado tão surpreso. Daí por diante o repertório foi um mix de sons do próprio Jesse com artistas brazucas. E foi aí que a coisa ficou boa. Rolou Djavan e outros clássicos da bossa nova sempre muito bem executados.

Tamanha precisão na execução, aliados à irreverência e naturalidade com a qual o Aussie cantava, fez com que muitos brasileiros e músicos ali presentes parassem para pensar no que concerne valorização musical (e por que não cultural?).

Recordo-me de ter ouvido de músicos presentes coisas do tipo “…é, tem de vir um gringo do outro lado do mundo pra mostrar pra gente que a gente não conhece o que é nosso…”

Paremos para pensar nisso

1- ) Será que realmente não conhecemos o que é nosso?

2 -) Será que o que vem de fora é mesmo melhor visto por nós?

Ok, temos duas perguntas a serem respondidas.

Primeiramente, confesso que um ou dois sons executados por Jesse não eram de meu conhecimento. Porém, não creio que isso seja suficiente para afirmar que eu não conheço da música de meu país. Seria uma puta pretensão dizer que conheço tudo, mas é um enorme exagero dizer que não conheço nada. Assim como seria muito idiota por parte de qualquer pessoa imaginar que Jesse conhece tudo sobre a música Australiana (duvido que ele toca tudo de Silverchair!)

Vamos para a segunda pergunta.

Minha resposta sincera, não! Acredito em gosto. Ouço o que gosto e não ligo se é gringo ou não. Se algo lhe agrada, você consome. Além disso, não acredito que culturalmente falando os gringos estejam à nossa frente. Acredito que se tratam de frentes diferentes. Por motivos históricos, seria impossível irmos todos no mesmo sentido. Temos sim de reconhecer que em certos aspectos outras nações estão à nossa frente, mas levanto a bandeira de que, culturalmente falando, não há como mensurar quem está à frente de quem. Aliás, gosto da miscelânea. Gosto do “tudo junto e misturado”. Acredito sim que variety is the spice of life (provérbio inglês para algo como “o que seria do verde se todos gostassem do amarelo?”) e, justamente por isso, creio que mesclar é melhor que selecionar. Logo, quanto mais opções tivermos, melhor (sejam essas opções artistas nacionais ou internacionais).

Agora, tentemos visualizar a situação de outra perspectiva.

Acontece que em pleno Paraíso (bairro de Sampa que abriga o Praia dos Livros) tivemos a apresentação de um gringo que veio para o Brasil e curtiu tanto o país que aprendeu a língua e assimilou muito de nossa música (cultura). Isso não é demonstração de valorização internacional?

Exagerei?

Ok, na primeira linha do post eu citei que não foi só o que Jesse tocou que alvancou esse post, mas sim, comentários tecidos durante o show e também pessoas que apareceram. Pra ser sincero, outra pessoa que apareceu.

Estou falando de Florian Foerster, artista alemão já citado aqui no blog, que é responsável pela exposição que acontece na Galeria Gravura Brasileira que, na verdade, é uma homenagem à cidade de São Paulo (para mais informações, visite este link). Para mim isso já é outra evidência de valorização não somente do país, mas também da cidade por parte dos foreigners.

Não bastasse tudo isso, a rede social Hub Culture divulgou a lista das 20 melhores cidades para se viver. Tal lista foi baseada em informações enviadas por membros de tal rede social localizados em vários lugares do mundo. Cidade número um? http://www.psfk.com/2010/01/the-best-cities-on-the-planet-hub-culture-2010-zeitgeist.html

Por isso, da próxima vez que ouvir alguém dizendo que tudo que vem de fora é melhor visto e melhor apreciado por nós, fatalmente terei de perguntar: “Será que a recíproca não é verdadeira?”

Por Felipe Sata

BlocoSe7e Staff

|CIDADÃO QUEM| – Resenha de Zombieland

Postado por blocose7e Em janeiro - 28 - 2010 1 COMMENT

Nut up or shut up! Essa frase vai ficar na minha cabeça por um bom tempo. E o filme de onde ela veio também. Zumbilândia (Zombieland, 2009) acabou sendo mais divertido do que eu esperava. De um modo bizarro de ser. O filme me ganhou nos créditos iniciais… Confesso que talvez essa cena de abertura tenha sido uma das mais legais que eu já vi… NA VIDA!

O filme funciona desde o início e hoje em dia isso é algo raro. E mais raro ainda é um filme que tinha tudo pra ser tão babaca quanto Todo Mundo em Pânico 3 conseguir ser mais legal que o também ótimo Todo Mundo Quase Morto. O filme é curto, o que não é de todo mal porque ele tem exatamente o tempo que deveria ter pra piada não se tornar velha durante o mesmo que é algo que muitos filmes de comédia vem pecando ultimamente.

Tivemos exemplos recentes como Pagando Bem que Mal Tem? e Segurando As Pontas que não são longos mas não são curtos como todo bom filme de comédia deve ser. Não estou generalizando e sim deixando a minha opinião de que o maior erro que um diretor ou roteirista pode cometer quando tenta te fazer rir é insistir em uma mesma piada muitas vezes durante mais de uma hora e meia de filme. Sério, isso é quase um pecado. Mas voltando a Zumbilândia… O hype criado em volta do filme é justo. São 127 minutos de diversão grotesca e, ao mesmo tempo, inteligente. Eu até poderia dizer que é a comédia mais divertida de 2009 mas esse posto ainda é de Se Beber Não Case.

Mas Zumbilândia chegou muito perto de tomar o reinado da despedida de solteiro mais maluca do cinema graças ao personagem de Woody Harrelson, o temperamental Tallahassee. Um tipo sulista doidão que embarca numa cruzada nos EUA dominado por zumbis atrás de um bolinho amarelo recheado, algo como a nossa Ana Maria. Ele dá o ritmo do espetáculo com o seu jeitão fechado, nutrido por um ódio gigantesco pelos mortos-vivos, roubando a cena do então protagonista Columbus (interpretado por Jesse Eisenberg) e das irmãs Wichita e Little Rock, que são os outros personagens do filme que não deixam nada a desejar, diga-se de passagem. Quem quer diversão rápida que com certeza faz o ingresso valer a pena deve ir amanhã mesmo na estréia do filme pra sentir tudo que eu tô falando.

Agora se você se diverte com Woody Allen passe longe: esse filme definitivamente não é pra você. Ficar dando voltas em cima da história e do que eu achei do filme me parece desnecessário até mesmo porque what you see is what you get; 4 sobreviventes, cada um com um destino na cabeça e uma arma na mão atravessando o país e tentando não virar comida.

É simples e direto e extremamente válido pro fim de semana ser mais divertido, especialmente pra quem tá meio na bad de não ter conseguido ingresso pro show do Metallica (o que não meu caso). Aqui no Brasil ele vai disputar bilheteria com o elogiado Nine, a volta de Mel Gibson em O Fim da Escuridão e Invictus, filme que conta o período que Nelson Mandela sai da prisão e se torna presidente da África do Sul. Vai ser difícil superar esses filmes que eu citei em bilheteria, mas não se deixe enganar pelos números arrecadados por cada um: Zumbilândia é um filmão, um must see do gênero.

Espero que a Columbia Pictures respeite o público e não o retalhe atrás de atrair um público maior. E também espero que saia um dvd repleto de extras e cenas cortadas! Esse filme merece seu respeito e sua atenção e, se quiser sobreviver, lembre sempre: NUT UP OR SHUT THE FUCK UP!

Por Clids

BlocoSe7e Staff

E ninguém vai me ajudar a tirar as crianças do campo…

Postado por blocose7e Em janeiro - 28 - 2010 3 COMMENTS

Se você já chegou (ou passou) aos seus dezessete ou dezoito anos e nunca leu o livro “O Apanhador no Campo de Centeio”, provavelmente você sofrerá um grave desvio de caráter. Uma obra essencial para a formação e desenvolvimento de todas as pessoas de bem que eu conheço, com certeza o livro que abriu as portas para o gosto para a leitura de muita gente.

O curioso é o fato das escolas raramente abrirem espaço pra esse tipo de leitura em seus currículos, talvez seja medo ou apenas preguiça de se desfazer dos clássicos nacionais que só são interessantes de ler quando você fica um pouco mais maduro.

Essa necessidade de preparar o aluno feito um robô para o vestibular como se isso fosse a coisa mais importante em sua vida é escrota. Por que não abrir caminhos e instigar o interesse? O conhecimento é uma arma perigosa, ainda mais para quem quer manter seu rebanho dócil e controlado.

Voltando ao livro, é uma historia fácil de ler e retrata os pensamentos e anseios universais da maioria dos adolescentes, todos os conflitos e dúvidas que acompanham esse período são tratados do jeito que são realmente, corriqueiros.

A obra definitiva de J. D. Salinger, morto hoje devido a causas naturais, após quase 60 anos continua atual e indispensável.

Seja com teorias da conspiração, autoconhecimento juvenil ou assassinatos de ícones do rock, vale a leitura.

BlocoSe7e Staff

Rock Estrada com Dance of Days

Postado por blocose7e Em janeiro - 27 - 2010 1 COMMENT

Hoje, na verdade ontem, não ia rolar nenhuma atualização por motivos de força maior. Na real foi por conta (ainda) do show do Jesse, na semana passada e por esse mesmo motivo não consegui ver o programa Rock Estrada que foi ao ar na Multishow na terça-feira (26/01).

Ia assistir pelas reprises mesmo, mas ao abrir a minha caixa de email agora pouco vejo essa mensagem:

“Para quem não assistiu ontem as 22:30 e só leu as polêmicas no twitter, o Dance of Days fez uma das participações mais polêmicas do Rock Estrada. De movimento punk a bebida, cocaína, straight edge, relações bissexuais, postura independente, contato com os fãs, produtores caloteiros, falaram de tudo!!! Pra quem não assistiu já estão rolando vídeos no Youtube nos links PARTE 1 , PARTE 2 e PARTE 3. As reprises rolam QUARTA (HOJE) às 7h30 e 15h30, SEXTA às 12h30 e DOMINGO às 9h30 e 12h30″

Pensei que era só mais uma mensagem normal de propaganda, olhei o remetente e era do Nene, tinha que dar crédito, afinal ele sempre foi super solícito com a BlocoSe7e, principalmente nessa entrevista.

O que me levou a fazer esse post foi o conteúdo do programa, pois esse é o primeiro Rock Estrada verdadeiro que assisti. Nenhuma outra banda teve a moral de mostrar como uma banda faz os corres durante os shows e tudo mais.

A abertura e o compromisso que o Dance of Days tem com os fãs é a razão de eu acreditar que a vida é muito melhor do lado independente, sem as amarras e o politicamente correto que fode as coisas que a gente mais gosta.

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

E o transporte é público em São Paulo. Né?

Postado por blocose7e Em janeiro - 26 - 2010 ADD COMMENTS

Ao receber o vídeo acima por meio de um link no MSN, percebi o quanto estou distante no engajamento de lutas políticas e sociais. A descrença e sensação de impotência que tenho perante a esse tema me torna cada dia mais inerte em ações práticas do cotidiano que há tempos saiu de minhas prioridades.

Decepções e fanatismo foram protagonistas em um período tímido de militância que participei. Decepções minhas e fanatismo de outros, a maneira excludente que a maioria dos grupos age em “proteção ao bem estar popular” me enoja.

Porém, algumas questões levantadas por algumas organizações e a forma como se amplificam essas idéias me agradam muito. Sem violência, sem tumulto, apenas fazendo a parte que lhes cabe na busca de soluções para problemas que interferem realmente no cotidiano da sociedade.

O transporte público de São Paulo é medíocre, abusivamente caro e está (como sempre esteve) controlado por um pequeno grupo mafioso que decide como, quando e por quanto a população vai se locomover pela cidade.

O poder municipal tem de parar de ser hipócrita, acabar com o subsídio a essas empresas e exigir, fiscalizar e enquadrar os prestadores de serviço para que cumpram os contratos de maneira integral. Ou simplesmente, assuma a bronca e forneça por conta própria um transporte de qualidade.

Acesse o site da organização Barrar o Aumento ou siga o twitter para conhecer mais do projeto.

|MEUS PÉS NÃO SÃO APOSTÓLICOS|

Postado por blocose7e Em janeiro - 26 - 2010 ADD COMMENTS

Undergraduate Censored Notes

Adoecer  implica necessariamente o sofrer? Não posso responder agora e não creio que poderei responder depois. Isso não decorre de relativismos, idiossincrasias, diferenças culturais ou cultos ao indivíduo. A única frase coerente que me vem à mente ao me fazer essa pergunta é um verso de Cecilia Meireles: Que foi que te ensinaram que era sofrer?

Nesse momento, meu pensamento corre para os símbolos, para o imaginário social, para os elementos culturais em torno da dor e da doença de diversas sociedades; passam pela minha cabeça minhas próprias experiências com a doenca e as experiências de pessoas que conheço. Penso: sei o que entra nos relatórios de pesquisa, sei o que entra em artigos, sei o que devo falar em congressos. Então, está tudo certo. Faço meu trabalho.

Não. Não faço. Fico paralisada. Afinal, o único sentido de estar aqui agora escrevendo é dar algum sentido para o conhecimento e dar algum valor para busca pela humanidade. E no final, isso só ficara nas entrelinhas do meu trabalho. Movo-me somente quando penso que tudo está impregnado de humano. E que mesmo sendo gente não temos a menor idéia do que somos, nem das nossas possibilidades. Como já dizia Bergson, a maioria de nós não sente o verdadeiro movimento da vida devido ao profundo enraizamento de sua existência no pragmatismo da vida cotidiana. Sentir a vida leva a jorros de alegria. No entanto, pode trazer o desassossego inerente a inconformidade entre o que pode ser dito e o que deve ser calado, ou melhor, o desassossego inerente ao que conseguimos apreender, mas nunca expressar.

É muito fácil separar o que contribui para o progresso da ciência e o que contribui para crescimento pessoal. Ainda não sei qual dos dois é mais falso ou qual deles é a maior ilusão.

A solução é abrir um Pessoa e acender um cigarro.

     

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