Wednesday, September 8, 2010

Cars and Calories #07

Postado por blocose7e Em fevereiro - 26 - 2010 ADD COMMENTS

Pois é, assim como para o piloto Flávio Gomes essa notícia não vai mudar muito minha vida, porém, achei que não poderia passar em branco (meio contraditório, mas beleza)

A GM anunciou essa semana que parará a fabricação do Hummer. Sim, sim…, o grandalhão que dificilmente caberia em uma faixa da Radial Leste vai virar dinossauro.

Predecessor do Humvee (que teve sua história iniciada em 1979 a pedido do exército americano), o gigante para de ser fabricado por vários motivos*, mas o mais divulgado foi porque ele era “beberrão” demais.

Imaginem como era fácil mover aquele monte de lata? Claro que haveria de ter um motor potente. Coisa de 325hp, 6.0L em uma de suas versões mais populares.

A questão é, nada disso vai ao encontro daquilo que o mundo precisa hoje. A idéia é fazer com que carros poluam menos! A exemplo disso, o famoso Neil Young optou por continuar com seu clássico Lincoln Continental 1959 Mark IV, porém,  adotando um motor híbrido.

Sinceramente, creio que se a GM quisesse continuar com a produção do monstruoso Hummer, adotaria uma medida parecida. O bom é que não teremos mais gangsta rappers com Hummers customizados. Afinal, carro fora de linha é coisa de wanksta.

Meu medo, sinceramente, é que tais medidas afetem os muscle cars. Aí sim, eu serei surpreendido novamente.

*lembro-me sempre da velha história, nada acontece por um simples motivo. Exemplo crasso é a queda de um avião. Apenas um evento não é suficiente para mudar uma trajetória, já uma série ou mini-série de eventos…

Por Felipe Sata

BlocoSe7e Staff

Outside Scissors #08

Postado por blocose7e Em fevereiro - 25 - 2010 ADD COMMENTS

Alexander DramaQueen

11 de Fevereiro de 2010, in the Fashion Land, Londres.

Era um dia aparentemente comum para muita gente, mas o mundo da moda foi abalado por uma notícia trágica.

Um estilista britânico, quatro vezes eleito o estilista do ano, aparece morto em sua casa. Com muitas especulações acerca de sua morte, a conclusão oficial é que ele se enforcou no armário, após deixar uma carta de despedida.

Nesse dia parte da arte e beleza da moda também se perdeu.

Lee Alexander McQueen, 6º filho de um taxista e de origem humilde, largou a escola aos 16 anos e começou a trabalhar numa empresa de alfaiataria onde, provavelmente, pegou as manhas que ele muito bem dominava em alfaiataria e que era também uma característica forte de seu trabalho – corte e qualidades impecáveis que se via de longe!

Em 1994, tornou-se aluno da prestigiada escola de moda britânica Saint Martins e de lá a excêntrica editora de moda da Vogue, Isabella Blow, o conheceu e virou sua madrinha no mundo da moda. E, a partir daí, Alexander McQueen começou a ser reconhecido.

É com grande pesar que faço um post póstumo de Alexander, mas seria um absurdo meu não dizer nada sobre um dos meus estilistas preferidos; é uma pena agora ter que me referir a ele no passado.

A admiração que tenho por Mcqueen deve-se (no presente mesmo!) por tudo que ele representava. Ele era um artista, não só estilista, que sabia e mostrava que moda é muito mais que roupa. Assim como toda forma de expressão criativa pode ser vista como arte, McQueen transformava seus desfiles em espetáculos expressionistas. Ah, que espetáculos!

Mas seu trabalho não era limitado ao exuberante e excêntrico. Sucessor de John Galliano na Givenchy, em 1996, McQueen mostra que de fato nasceu com o talento. Seguiu em frente a uma casa conservadora e aristocrática como a Givenchy tão diferente do seu trabalho com a marca que leva seu nome, rebelde e dramática, onde a caveira era praticamente seu símbolo (assim como Alexandre Herchcovitch!) e apresentações melancólicas e obscuras.

Ele não fazia por menos. Mas à frente da marca Alexander McQueen é onde ele não tinha limitações e arte, tecnologia, performances e amizade* e tudo o que cabia misturavam-se em um grande show! E por este que eu mais admirava seu trabalho, era garantido um desfile que não ia ser apático e todos podiam esperar algo diferente a cada apresentação.

Alexander McQueen em seu desfile veste camiseta em apoio a sua amiga e modelo, Kate Moss, após ter sido flagrada cheirando cocaína. Tempos que a modelo perdeu muitos contratos e Lee a ajudou.

Pouca gente entende (ia) do que se tratavam suas roupas um tanto quanto “esquisitas” nem todas “usáveis”, mas ele alimentava o que a moda mais precisa para se manter viva: individualização, beleza, arte, o incomum… e conseguia tudo isso sem seguir tendências.

De fato era visionário, e além da exuberância das suas roupas, McQueen não fazia menos da beauty, dos efeitos nos desfiles, da música. Ele queria provocar mesmo e fazer sentir! E, obrigada por isso Lee Alexander McQueen. Obrigada, por me fazer entender que a moda é muito mais.

E de tão peculiar, é fato que até o momento em que este post foi redigido que o grupo Gucci que comprou a marca anunciou que o legado de Alexander McQueen continuaria, mas quem ficaria a frente? Quem conseguiria continuar e não apagar a singular imagem de McQueen? A excentricidade e dramaticidade que eram únicos. E, hoje com tão poucos criadores incomuns como ele era – só consigo imaginar Vivienne Westwood numa similaridade.

Aguardemos o desfecho, mas com certeza quem quer que “segure essa bronca” vai ter um trabalho e tanto para não apagar a boa imagem da marca – como foi feito com a Balmain que mudou radicalmente.

E eu espero que de fato isso não aconteça…

*Para quem não conhece, vale muito a pena ver a retrospectiva que está no site dele.

Feel the drama

Por Tiemi Higa

BlocoSe7e Staff

Agenda 27-28.02

Postado por blocose7e Em fevereiro - 25 - 2010 1 COMMENT

O último final de semana do mês vem para coroar esse que foi um dos melhores para quem gosta de rock bem feito, grandes shows com bandas lendárias e algumas boas promessas. Nos próximos dias teremos a oportunidade de ver a volta do Flicts, Dead Fish e Nerds Attack em lugares diferentes, mas a preços muito convidativos.

27.02 – Sábado 17hs


A Balboa Discos organiza o Fast Melodic Violence Punx no Espaço Impróprio, tradicional centro responsável pela disseminação cultural independente. O evento contará com as bandas Nerds Attack, Plastic Fire (RJ), Again, Isabella Superstar, Montgomers e Pelican Road.

O nome do festival é auto explicativo, vai ser barulhento e avassalador.

Ingressos: R$ 6,00

Rua Dona Antonia de Queiroz, 40 – Consolação – Tel: (11) 3129.7197

27.02 – Sábado 19hs


O Hangar 110 apresenta o retorno aos palcos do Flicts, que havia encerrado suas atividades em 2005. Após um bom tempo de lançamento do split com a banda Os Excluídos, “Apostando Tudo” e o CD “Canções de Batalha”, os punx da zona norte ainda tem seus hinos “Motivo pra Lutar”, “Briga de Bar”, “Cerveja”, “Apesar dos Idiotas” e “Em Nosso Coração” lembrado por seus antigos fãs.

A abertura fica por conta das bandas Garotos do Subúrbio, Juventude Maldita e Sweet Suburbia.

Antecipados: R$ 10,00 na Galeria do Rock – Loja 255 e Combat Rock (Loja 66).

Na Porta: R$ 15,00

Rua Rodolfo Miranda, 110 – Bom Retiro CEP: 01121-010 – São Paulo – SP (próximo a estação Armênia do metrô) Tels.: 0/xx/11 9389-3365 – 0/xx/11 3229-7442.

28.02 – Domingo 17hs


Os capixabas, hoje radicados em São Paulo, do Dead Fish se apresentam no Inferno Club nesse domingo. A expectativa é de casa cheia e paredes suando, com abertura do Pelican Road (que também está no Fast Melodic Violence Punx) e da grata revelação, com integrantes já experientes, do Fire Driven.

Ingressos: 1º lote – R$ 15,00 | 2º lote – R$ 20,00 | Na porta: R$ 25,00

Rua Augusta, 501 – Consolação – São Paulo – Tel.: 3120-4140

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Cordel do Fogo Encantado Encerra Suas Atividades

Postado por blocose7e Em fevereiro - 24 - 2010 ADD COMMENTS

A banda pernambucana Cordel do Fogo Encantado anunciou o encerramento de suas atividades, após o comunicado de seu fundador José Paes de Lira (Lirinha) dizendo que estava de saída da banda.

O grupo que tem três CDs gravados e ganhou projeção nacional por sua criatividade e empirismo, trazendo diversos elementos de teatro, dança e música. Uma grande perda para o cenário musical brasileiro.

Confira o comunicado oficial:

COMUNICADO – JOSÉ PAES DE LIRA

Com a permissão dos Encantados, sempre:

Anuncio a minha saída da banda Cordel do Fogo Encantado.

São 14 anos de trabalho ininterrupto (11 anos de banda e 3 anos de peça teatral de mesmo nome).

O grupo que é independente desde a sua origem, com integrantes do sertão de Pernambuco (Arcoverde) e do Morro da Conceição (Recife) se tornou uma das bandas mais ativas do cenário de shows da música brasileira. Isso aconteceu com a total entrega dos participantes e a verdade da mensagem emitida.

É com muita dificuldade que redijo essa informação, devido ao imenso amor que eu sinto pelo público e pelos meus companheiros/guerreiros do projeto.

Revelo, por respeito aos que me acompanham, a minha vital necessidade de trilhar novos caminhos.

Ajudei a desenvolver um dos espetáculos mais originais da cultura pop do país e é com esse sentimento de orgulho que sigo em frente.

Com a certeza de que o fogo da nossa poesia e da nossa música nunca se apagará e que nossa força é infinita.

Abraço forte,

José Paes de Lira, Lirinha.

Fonte e Fotos: Site oficial do Cordel do Fogo Encantado

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Daniel Melim no Acervo da Choque

Postado por blocose7e Em fevereiro - 24 - 2010 ADD COMMENTS

Começou no último sábado (20/02) a exposição de Daniel Melim no Acervo da Choque Cultural, até o dia 17/03 estará disponível parte de sua obra.

Daniel Melim nasceu em São Bernardo do Campo, subúrbio de São Paulo, em 1979. Pós graduou-se em Artes Visuais, mas foi nas ruas do seu bairro que aprendeu a pintar, fazendo graffiti e intervenções urbanas, quase sempre associadas ao estêncil, técnica de pintura sobre máscaras com imagens vazadas.

Transita pelo Pop das imagens publicitárias, dos letreiros e dos símbolos estereotipados usados na propaganda. Transforma esses símbolos em elementos pictóricos, que passa a explorar como se fossem pinceladas na sua pintura. Tanto nas telas, quanto nos murais.

No caso das intervenções urbanas, as texturas já estão prontas para serem usadas. O artista pesquisa os lugares que receberão as intervenções, olhando para a sujeira e o desgaste dos muros, provocado pelo tempo e pelo uso. Pátinas, rabiscos, pinturas descascadas, tudo vai sendo apropriado pelo artista e transformados em texturas e composições.

Acervo da Choque – R. Medeiros de Albuquerque, 250 – Vila Madalena – Oeste. Telefone: (11) 3061-4051. A visitação acontece das 12h às 19h e é grátis.

Fonte e Foto: Choque Cultural

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Pavement Original e em Versões

Postado por blocose7e Em fevereiro - 23 - 2010 ADD COMMENTS

Após confirmar a volta aos palcos, o ícone indie dos anos 90, Pavement ganha uma coletânea com 15 artistas tocando versões de sucessos da banda californiana. Show Me A Word That Rhymes With Pavement estará disponível para download gratuito no site filthylittleangels.com a partir de 1º de março, mas já é possível ouvir em streaming trechos das músicas.

O Pavement que está parado desde 1999, também promete o lançamento da coletânea Quarantine The Past: The Best Of Pavement com lançamento previsto para 09/03 deste ano. No site da gravadora Matador Records é possível comprar diversos formatos do álbum, que já está em pré-venda.

Confira o tracklist de Quarantine The Past: The Best Of Pavement


Zurich Is Stained (Slanted and Enchanted)
Trigger Cut/Wounded-Kite At :17 (Slanted and Enchanted)
Grave Architecture (Wowee Zowee)
Unfair (Crooked Rain, Crooked Rain)
¿And Carrot Rope (Terror Twilight)
Shady Lane / J Vs. S (Brighten The Corners)
Two States (Slanted and Enchanted)
Fame Throwa (Slanted and Enchanted)
Cut Your Hair (Crooked Rain, Crooked Rain)
Here (Slanted and Enchanted)
Extradition (Wowee Zowee)
Stereo (Brighten The Corners)
The Hexx (Terror Twilight)
Shoot The Singer (1 Sick Verse) (Watery, Domestic EP)
Kennel District (Wowee Zowee)
Price Yeah! (Slay Track 1933-1969 EP)
No Life Singed Her (Slanted and Enchanted)
Stop Breathin¿ (Crooked Rain, Crooked Rain)
Type Slowly (Live) (Tibet Freedon Concert Comp)
Fin (Brighten The Corners)
Forklift (Demolition Plot J-7 EP)
Fight This Generation (Wowee Zowee)
Box Elder (Splay Tracks 1933-1969 EP)

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

EP do Rock Rocket disponível para Download

Postado por blocose7e Em fevereiro - 23 - 2010 ADD COMMENTS

Está disponível para download no site Tramavirtual as músicas do compacto em 7” do Rock Rocket. Denominado “Rocket Jane”, o EP foi lançado em Londres em edição limitada e pode ser comprado através do site da Vinil Land.

E parece que o Tony do Tenho Mais Discos Que Amigos! vai dominar o mundo, pelo menos o musical, já perceberam quanta gente está voltando a lançar seus trabalhos em vinil?

Foto da Banda: Renata de Bonis

Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Vans Slip On x Rise Against

Postado por blocose7e Em fevereiro - 23 - 2010 ADD COMMENTS

A Vans é minha marca de tenis favorita, lembra muito a infância/adolescência que passei tentando andar de skate, o sonho de curtir uma Warped Tour ao vivo e as tardes que ficava pirando em modelos gringos pela internet (muito lenta da época).

A marca americana há um bom tempo vem apostando em modelos inspirados em bandas, pela qualidade e pelo carisma, o que mais gostei foi o Motörhead. Hoje, vi um modelo que não é dos mais bonitos, mas pela banda até vale a pena gastar alguns reais para adquiri-lo.

O Vans Slip On x Rise Against faz parte da coleção Spring/Summer que entra em circulação nos próximos meses, por aqui provavelmente demore um pouco. Como disse antes, vale à pena se você é sneaker e fã da banda de Chicago, hardcore de primeira e com um engajamento muito forte em questões de defesa dos direitos dos animais.

Fonte

Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Nem se me dessem Um Milhão eu iria nesse show!

Postado por blocose7e Em fevereiro - 22 - 2010 ADD COMMENTS

A cantora Mallu Magalhães foi contemplada pela Lei Rouanet e poderá captar quase R$ 778 mil para realizar a turnê de divulgação de seu segundo CD de estúdio, é o que conta a coluna de Mônica Bergamo, do jornal “Folha de S. Paulo”, desta segunda-feira (22).

Segundo a coluna, o empresário da jovem cantora revelou que recorreu ao incentivo do Ministério da Cultura porque os shows terão “ingressos populares de R$ 20”.


É impressionante como nosso país sofre uma inversão de valores na maioria das situações de distribuição de renda e patrocínios. Um exemplo claro disso é a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313 de 23 de dezembro de 1991), conhecida por Lei Rouanet, que patrocina e distribui verbas para políticas públicas de acesso à cultura.

A lei que possibilita a dedução no Imposto de Renda, para empresas e pessoas físicas através de doações a projetos de incentivo a projetos culturais.

Artistas de grandes gravadoras tem utilizado a verba da lei para financiar turnês e outros trabalhos, com o argumento de democratizar o acesso do público através de ingressos a preços populares.

Sinceramente, acredito que artistas como Ana Carolina, Beth Carvalho, Maria Betânia, entre outros, não necessitam desse recurso para baratear o preço de seus ingressos.

Quem será a nova agraciada pelo dinheiro é a pseudo-indie Mallu Magalhães, que conta com o suporte de uma grande gravadora, é bem assessorada e sempre contou com um belo PAItrocinío para financiar suas músicas, elaboradas em aulas da excelente APAE.

O incentivo pode chegar a quase R$ 1 milhão. Um absurdo, pois seria bem melhor empregado no fomento de festivais e projetos artísticos, onde os principais agraciados fossem artistas com menor apelo midiático, que certamente, tem muito menos oportunidades para tocar seus projetos comparado a Mallu Magalhães e seus semelhantes do mainstream.

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Psycho Carnival 2010

Postado por blocose7e Em fevereiro - 22 - 2010 ADD COMMENTS

Os amigos são realmente uma coisa impressionante. Quando você acha que nada mais pode se salvar, vem um e contorna situações com maestria e quase heroísmo. Devido a queda da barreira na Rodovia Régis Bittencourt, nas proximidades do carnaval, não pude ir à Curitiba para acompanhar o Psycho Carnival. Fora o prejuízo com passagens, estadia e ingresso para os eventos, ficou a frustração de não poder cumprir as obrigações com este site.

Mas como disse antes, meu talentoso amigo de longa data, Pedro Quera encarou as 12 horas de viagem para ver de perto o que rolou por lá. Devidamente documentado em seu Santo Ruído e aqui também.

Confira a resenha desse Mega Festival, que rolou entre 12 e 15 de fevereiro.




Foram quase cinco meses oscilando a incerteza de poder comparecer a um dos maiores eventos do underground brasileiro, sobretudo por questões financeiras.

Esse ano parecia que a coisa não ia acontecer de fato, desde os acontecimentos descritos virtualmente pela organização do evento, que contou com imprevistos como o cancelamento da vinda do Guanabatz, uma das bandas que seria a headline do evento, até o instante final ao qual não sabia ao certo se realmente poderia viajar para Curitiba e acompanhar de perto.

A vontade de realizar o feito superou estas barreiras e aliado até uma certa irresponsabilidade, mais uma vez pude estar ao lado da minha moça e ver na beira do palco as principais atrações do Psycho Carnival!

Na estrada encontramos outro empecilho, a queda de uma barreira nos fez penar quase 12 horas dentro do ônibus, uma viagem que se faz em média em sete horas, resultado: chegamos e já fomos para o show.

O sábado foi realmente insano, o grande patrocinador do evento foi uma bebida alemã, no mínimo exótica, chamada Jägermeister, fomos experimentar a tal bebida, e com teor alcólico de 35% ficamos um tanto animados o resto da noite, já que ainda nos hidratávamos com muito chopp, diga-se de passagem, um exclente chopp da Klein.

Como não tivemos como chegar na sexta, perdemos os shows do Hillbilly, Motorocker, Mullet Monster Mafia e O Lendário Chucrubillyman, uma pena.

O que surpreendeu de cara foi o local do evento, o Moinho Eventos sem sombra de dúvidas abrigou muito bem o Carnival deste ano, tanto pela excelente infra-estrutura: banheiros limpos, ar-condicionado para amenizar o calor e a área externa para os fumantes, e sobretudo pela qualidade da aparelhagem, o som e a iluminação me pareceram bem superiores a do evento anterior no Opera 1.

Agora indo ao que realmente interessa: a música! Foram 20 bandas, algumas deixaram um pouco a desejar, mas a maioria fez jus a cada centavo pago nos 20 reais de cada noite. No sábado os destaques ficaram para o Voodoo Zombie do Chile, com sua vocalista esbanjando sensualidade e carisma(no palco pelo menos), o guitarrista e o baixista caracterizados como zumbis fazem um psychobilly com punkrock bem animado cantado em espanhol.

myspace.com/voodoozombies

O Strangers da Holanda também apresentou um bom show, no entanto a banda pareceu um pouco rígida demais no palco, faltou um pouco de balanço, o som é psychobilly bem executado, ora parecendo surf music, só falta um tempero a mais.

myspace.com/thestrangersrotterdam

Aí encerrando nossa primeira noite, após 15 anos sem tocar em Curitiba e tendo o notável reconhecimento da galera, afinal é uma das bandas percussoras do psychobilly no Brasil, o Kães Vadius de São Paulo fechou com alguns dos seus clássicos: Adamastor, o suicida, Flyperman e Lili Poodle, o mal é que eu vi o show do mezanino já que minha moça passou mal depois de encher a lata, também não deu pra tirar foto, essa tá devidamente creditada.

No domingo, depois de curar a ressaca, um dos dias ao qual mais ansiávamos. De tarde acompanhamos a Zombie Walk, marcha da galera suja de groselha venerando os amáveis zumbis, ainda vimos o show da Radio Cadaver, banda de Curitiba que manda um punk rock muito legal, com direito a versão de Fuscão Preto.

O primeiro show da noite da banda Drakula já mostrou como seria a esbórnia, a banda de Campinas, São Paulo, faz um som que beira o punk rock e o surf music, a curiosidade que ficou é porque o figurino de lutador mexicano diante do nome da banda?

myspace.com/drakulaband

Tem um processo que eu acho muito legal em música, e acontece frequentemente nos últimos tempos, é ir a um show de uma banda e conhecê-la na hora, achar interessante correr atrás de conhecer mais sobre esta, e ter a oportunidade de vê-la novamente. É o caso da Diabatz, as minas mandam muito bem, pareciam estar sem ensaiar, mas nada que ofuscasse o show, notável mesmo foi a evolução da baixista, faltaram algumas músicas no repertório, mas ainda assim foi sonzera.

myspace.com/asdiabatz

Na sequência veio a The Ghost Storys, acho que foi a maior surpresa no quesito bandas que não conhecíamos, psychobilly de prima dos Estados Unidos, cada integrante parece incorporar um personagem, um vocalista todo azul, um baixista gângster, e um guitarrista tipo cafetão, grande destaque para o baixista Pachuco que além de tocar pra caralho é muito simpático, ainda fizeram um cover que me gelou a espinha, Warpath do Krewmen, parecia a própria banda, fodástico!

myspace.com/theghoststorys

Então depois da abertura da banda do anfitrião Vlad, o Sick Sick Sinners com um show linear das músicas do primeiro álbum Road of Sin, veio a banda que eu mais aguardava do evento o Phantom Rockers, a banda eu conheci recentemente e o som me agradou logo de cara, mas o que me motivou mais a vê-la, é o fato do frontman da banda ser o ex-baixista do Krewmen, Mark Burke, e essa é a grande sacada do Psycho Carnival, enquanto você anda pelo evento para comprar outro chopp, você topa com os caras da banda na fila e tem a oportunidade de trocar idéia, mesmo que o inglês esteja horrível, Mark Burke se mostrou muito simpático e atencioso, e digo mais, o cara pagou uma dose de whiskey para nós, só isso valeu por tudo. O show… ah, o show foi do caralhoo!!!

myspace.com/phantomrockers

Segunda-feira, último dia e como passou rápido. Mais uma banda nova no repertório, só que na verdade a banda é das véia, o Skizoyds de São Paulo faz um psychobilly com uma levada bem hardcore, vou ter que conferir algum play dos caras em breve. O Missionários de Curitiba então nem se fala, é puro hardcore, não entendi bem a referência da banda junto a cena psychobilly, porque o que se viu ao vivo foi hardcore dos bons, na linha Varukers. Ai rolou a penúltima banda gringa do evento o Skarekrows, e foi mais um show de bizarrices, um guitarrista gordinho de fio-dental e chapéu, mais um guitarra zumbi cuspindo sangue e psychobilly veloz, sem dúvidas mais uma surpresa que fez valer a grana!

myspace.com/skarekrows

E já que o Guanabatz não veio, a grande atração acabou sendo o Frenzy, uma daz bandas mais antigas da cena psychobilly, confesso não ter ansiado tanto o show, no entanto a banda ao vivo manda pra caramba, o frontman com seu baixo amarelo, simplesmente arregaçou com os clássicos do Hall of Mirros e a música tema do evento deste ano, I See Red, coincidentemente o slogan do chopp Klein, fechou as atrações internacionais com chave de ouro, levou a topetezada ao delírio.

myspace.com/frenzyrock

Quando eu achei que já não iria ver umas das bandas que eu mais aguardava, os londrinenses do Crazy Horses deram as caras depois de um pequeno atraso. Um tanto quanto chapado o vocalista e baixista mandou as músicas da banda e algumas versões, não poderia ter terminado de forma melhor!

myspace.com/thecrazyhorses

No geral o Psycho Carnival 2010 foi surpreendente, sobretudo pela divulgação virtual parecer um tanto desorganizada, mas foi totalmente o oposto, o evento teve excelente infra-estrutura, as bandas mandaram muito bem e a festa mostrou que esta crescendo a cada ano, sem sombra de dúvidas valeram todos os centavos gastos, todos os perrengues passados e toda a ansiedade.
Ainda vale ressaltar que Curitiba é uma bela cidade, desta vez tivemos a oportunidade de conhecer o Opera de Arame, belo lugar, e o bairro de Santa Felicidade, quer comer bem este é o lugar certo!
Estar presente nesta festa foi a realização de um sonho e agora só nos resta esperar pelo próximo ano. Parabéns aos organizadores, as bandas e ao público!

Texto: Pedro Quera Fotos: Camila Martins/Pedro Querra.

Por Ikie Arjona

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